23/05/2026
Cristina Junqueira passou anos trabalhando no Itaú apresentando ideias que muitas vezes eram rejeitadas. O que ninguém imaginava é que, pouco tempo depois, ela ajudaria a criar uma empresa que mudaria completamente o mercado financeiro brasileiro.
Nascida no interior de São Paulo e vinda de uma família humilde, Cristina sempre apostou nos estudos. Formou-se em engenharia pela USP e mais tarde fez MBA na renomada Kellogg School of Management, nos Estados Unidos. Antes do Nubank, construiu carreira em instituições importantes como o Itaú Unibanco e a consultoria BCG.
Foi justamente trabalhando no mercado financeiro que ela percebeu os problemas enfrentados pelos clientes: burocracia excessiva, tarifas altas, atendimento complicado e pouca transparência. Em vez de aceitar esse modelo, Cristina decidiu criar algo diferente.
Em 2013, ao lado de David Vélez e Edward Wible, ela fundou o Nubank em um pequeno escritório em São Paulo. A proposta era ousada: criar um cartão de crédito sem anuidade, totalmente controlado pelo celular, em uma época em que os grandes bancos ainda dominavam o setor com processos lentos e complexos.
O crescimento foi rápido. O famoso cartão roxo virou símbolo de inovação e conquistou milhões de brasileiros. Mais do que criar uma fintech de sucesso, o Nubank obrigou bancos tradicionais a modernizarem aplicativos, reduzirem taxas e melhorarem o atendimento para acompanhar a nova realidade do mercado.
Hoje, Cristina Junqueira entrou para a história como a primeira mulher a se tornar bilionária graças a uma fintech no Brasil, mostrando que ideias rejeitadas podem, sim, transformar um setor inteiro.