31/07/2026
*LUTO: MORREU FRANCO BARESI, ANTIGA LENDA DO MILAN TINHA 66 ANOS E ENFRENTAVA SÉRIO PROBLEMA DE SAÚDE.* 🏴
*AC Milan de luto pela morte de Franco Baresi. Clube italiano confirmou morte do astro sem que no entanto fosse revelada a causa da morte, mas a imprensa transalpina dá conta de que Baresi foi alvo de uma intervenção cirúrgica no ano passado para remover um nódulo no pulmão.*
O AC Milan confirmou na manhã desta sexta-feira a morte de Franco Baresi. Com mais de 700 jogos ao serviço do gigante de Milão, o antigo defesa central também é considerado uma lenda da Seleção Italiana, pela qual alinhou em 82 jogos, tendo se sagrado campeão do mundo em 1982 e vice-campeão emb1994.
" _Toda a história do AC Milan chora a morte de Franco Baresi. O seu exemplo e a sua integridade ficarão para sempre gravados no ADN do clube, tal como a icónica camisola número 6 que envergou. Neste momento de profunda dor, o AC Milan endereça as mais sentidas condolências à família de Franco Baresi, um sentimento partilhado por todos os rossoneri, que vivem esta perda como se fosse sua_", pode ler-se na nota oficial do AC Milan.
A causa da morte ainda não foi revelada, mas a imprensa italiana dá conta de que Baresi foi alvo de uma intervenção cirúrgica no ano passado para remover um nódulo no pulmão.
Franchino Baresi nasceu em Travagliato, uma pequena comuna de 11 mil habitantes na Lombardia, a 8 de maio de 1960.
Um dos maiores ídolos da história do Milan, é considerado um dos melhores de todos os tempos na sua posição. Além disso, também é um dos sete jogadores a terem conquistado as medalhas de ouro, prata e bronze em Copas do Mundo FIFA, sendo o único não alemão desta lista.
Era o irmão mais novo de Giuseppe Baresi, que brilhou com a camisa da rival Internazionale.
Chegou às categorias de base do Milan em 1974, com apenas catorze anos de idade, e jogaria toda a carreira no clube. Apesar de torcedor do Milan, tentou primeiro jogar na arquirrival Internazionale, pelo seu irmão Giuseppe, que o levou para os te**es na Inter. Franco acabaria reprovado nos Nerazzurri, decidindo finalmente tentar no clube de coração.
O craque italiano estreou na equipe quatro anos depois, num jogo contra o Hellas Verona, posto para jogar pelo técnico Nils Liedholm a duas semanas de completar 18 anos. No início o seu desejo era de jogar no ataque, com o sonho de marcar vários golos; entretanto, ao ser constantemente escalado na defesa, aceitou a nova posição. A sua liderança natural o fez se tornar capitão da equipe aos 22 anos de idade.
Dono de raro senso de colocação, nos anos 80 disputou a segunda divisão italiana com o Milan, e conquistou uma impressionante galeria de títulos: seis Scudetti (1978–79, 1987–88, 1991–92, 1992–93, 1993–94 e 1995–96), três Ligas dos Campeões da Europa (1988–89, 1989–90 e 1993–94), dois Campeonatos Intercontinentais (1989 e 1990), três Supertaças Europeias (1989, 1990 e 1994) e quatro Supertaças da Itália (1987–88, 1991–92, 1992–93 e 1993–94). Em todo o período, a sua grande técnica no desarme sem precisar recorrer a demasiadas faltas rendeu elogios dos grandes craques que marcou, como Roberto Baggio, Diego Maradona, Michel Platini e Gianfranco Zola, dentre outros.
Pelo Milan jogou 720 partidas oficiais em 20 anos pelo clube, marcando 32 golos. Aposentou-se em 1997, numa festa com 70 mil adeptos. Pela sua história e dedicação dentro do clube, o Milan aposentou a camisa número 6.
Na Seleção Nacional da Itália
Baresi atuou em 82 partidas e balançou as redes adversárias duas vezes. A estrearia pela Itália deu-se em 1982, aos 22 anos, mas já figurava nas convocações antes: fora chamado juntamente com o irmão Giuseppe para a Euro de 1980, mas não jogou.
Esteve presente em três Copas do Mundo FIFA. Foi suplente em 1982, quando a Itália conquistou o título. O técnico Enzo Bearzot preferia o trio de centrais da Juventus: Antonio Cabrini, Claudio Gentile e Gaetano Scirea, sendo este último o líbero. Baresi continuaria a frequentar o banco de suplentes com Bearzot por questões técnicas: o treinador queria colocá-lo no meio campo, contra a vontade de Franco, já bastante acostumado à defesa. Com isso, o defesa central acabaria não convocado à Copa do Mundo FIFA de 1986, onde esteve o seu irmão, Giuseppe Baresi.
Franco voltou à Seleção em 1988 (com a Itália sendo treinada agora por Azeglio Vicini), ajudando a Azzurra a chegar ao terceiro lugar no Euro daquele ano, posição que repetiria na Copa do Mundo FIFA de 1990. No Mundial de 1994 foi vice-campeão, vivendo o drama de desperdiçar uma cobrança na decisão por pênaltis contra o Brasil, na final do torneio. Responsabilizaria depois a sua decisão de mudar no último instante a escolha do canto: primeiramente, teria pensado em chutar no canto esquerdo. A sua cobrança acabou passando por cima do travessão.
Sua atuação na decisão até então vinha sendo heroica: lesionou o joelho no jogo inaugural da Itália na Copa e passou por uma artroscopia, o que lhe dava poucas chances até de voltar a jogar. Conseguiu retornar a tempo de disputar a final, fazendo sobre Romário o que o próprio reconheceu como "a marcação mais implacável que já sofri em toda a minha carreira". O Baixinho, jogador mais decisivo do Brasil, acabou passando em branco naquela decisão. Após ver os seus colegas Daniele Massaro e Roberto Baggio também errarem os seus pênaltis e o tetracampeonato ficar com os brasileiros, caiu no choro convulsivo; o líbero considera aquela a sua derrota mais dolorida.
Baresi é considerado um dos maiores defensores de todos os tempos. Jogou toda a sua carreira de 20 anos no Milan, tornando-se uma lenda do clube. No clube Rossoneri, formou uma das defesas mais formidáveis de todos os tempos, ao lado de Paolo Maldini, Alessandro Costacurta, Mauro Tassotti, Filippo Galli e depois Christian Panucci. Era um defensor completo e consistente que combinava poder com elegância e era dotado de atributos físicos e mentais excepcionais, como ritmo, força, tenacidade, concentração e resistência, o que o fazia efetivo no ar, apesar da sua falta de altura notável para a posição.
Embora Baresi tenha sido capaz de jogar em qualquer lugar na defesa, se destacou principalmente como central e como líbero, onde combinou os seus atributos defensivos e a sua capacidade de ler o jogo, com a sua excelente visão, técnica, distribuição e habilidade com a bola. O seu alcance, a habilidade técnica e o controle de bola permitiram-lhe avançar para o meio-campo para começar a atacar jogadas nas costas, permitindo-lhe funcionar como desempenhado secundário para a sua equipe e também jogar como volante ou meio-campista quando necessário. Apesar de ser um defensor, ele também era um batedor de pênaltis preciso. Baresi era conhecido por ser um jogador forte e preciso, que era muito bom para recuperar a posse e antecipar e interceptar peças, devido à sua aguda inteligência tática, velocidade do pensamento, habilidade de marcação e senso de posicionamento. Também era conhecido pelo seu profissionalismo, longevidade, liderança excepcional, comandando presença em campo e habilidades organizacionais ao longo da sua carreira, capitaneando o Milan e a Seleção Italiana.
Por: *Jardel de Almeida Andrade*