14/09/2026
Arbitragem não deve ser escolhida apenas porque parece uma alternativa mais rápida ou sofisticada ao Judiciário.
A escolha precisa fazer sentido para aquela relação jurídica, aquele contrato e aquela controvérsia.
Em contratos empresariais complexos, a possibilidade de contar com árbitros com conhecimento técnico relacionado à matéria pode ser um elemento relevante da estratégia.
Também podem pesar fatores como flexibilidade procedimental e, em determinadas situações, a preservação de informações sensíveis. Mas tudo isso depende da convenção arbitral, das regras aplicáveis e das características do caso.
E a estratégia começa antes do conflito. A redação e o alcance da cláusula compromissória podem influenciar uma futura disputa. Por isso, a pergunta não é apenas “arbitragem ou Judiciário?”
É: qual forma de solução atende melhor aos objetivos jurídicos e negociais daquele caso?
Salve este conteúdo para lembrar que a escolha de como resolver um conflito também faz parte da estratégia jurídica.
Dra. Eliza Marques
Advogada | Mediadora | Árbitra