03/10/2022
Meu sonho era ser jogador de futebol.
Sempre fui um sujeito bom de bola que desde pequeno chamava atenção.
Com esse talento, consegui bolsa de estudo integral, do sexto ano do fundamental ao terceiro do médio, em uma das melhores escolas da minha cidade.
Como também, fui convocado para defender a seleção de futsal do meu estado, convidado para te**es em times como Fluminense e fragatas, joguei contra venezuelanos em boa vista, viajei sul-sudeste do Brasil jogando vários campeonatos.
Isso tudo até os meus 15 anos de idade.
Até que chegou o ensino médio e a mentalidade mudou. Comecei a namorar, diminuí o ritmo do treino, não me preocupava com alimentação e meu desempenho foi só piorando.
Comecei a recusar campeonatos, treinava e disputava campeonatos pela minha escola apenas porque eram uma das minhas obrigações que tinha com a mesma.
Quando cheguei aos 18 anos, dentro da faculdade, sem namorada, sem 80% dos amigos da escola, veio o estalo.
Eu permaneci 3 anos na escuridão total, e nessa escuridão, percebi que não tinha me dedicado 100% ao meu sonho de se tornar jogador de futebol.
Desonrei meu pai que me levava a cada treino, desde os meus 5 anos de idade, que investiu seu tempo e seu dinheiro acreditando no sonho do seu filho.
Desonrei-me por não ter me dedicado o suficiente ao que queria. Desonrei a minha história e biografia.
A frustração bateu, e acredite, é a pior sensação do mundo.
E a partir daquele momento, prometi a mim mesmo que nunca mais isso iria acontecer na minha vida.
Por isso que hoje, eu me dedico ao máximo no meu trabalho, nos meus estudos, na minha saúde… e me dedicarei a minha futura família e a Deus.
Nunca mais aquela sensação vai invadir o meu peito.