01/05/2026
Muito do peso que a gente carrega, daquele que zoa nossa lombar, que faz a gente gastar tubos de dinheiro com pantoprazol, é um peso que a gente não precisaria carregar. Mas carrega.
Por vezes, é um ato falho, pessoal e intransferível, de auto-sabotagem, onde somos abduzidos pela clássica teoria da conspiração. Pela ideia fixa de que o universo (que não faz a mais p**a ideia de quem a gente é) conspira contra a gente.
Por outras, carregamos o tal peso quase por osmose, contaminados por um roteiro repetitivo e melancólico de gente pessimista por natureza que, seja no café, seja nos corredores, na timeline, ou, onde quer que seja, vivem da certeza de não dar certo. Gente que adora colocar o bode na sala alheia, fechar e jogar a chave fora.
A verdade é que a vida não está fácil para ninguém. Mas viver ainda é o melhor negócio. Nesse ano sem tempo, quero meu tempo em otimismo. É resolução de ano novo. Vou fugir igual ao diabo foge da cruz de gente que só vê o lado negro da força.
oh vida, oh azar, o ca**te. Sai pra lá 😉