03/03/2022
A importância do concorrente no marketing político
Por: José Floriano Pinheiro Silva
Conforme constante divulgação da mídia, as forças políticas de
Brasília se movimentam rumo ao próximo pleito; os diversos candidatos agrupam ou mesmo dissipam alianças que no passado foram vencedoras, com intuito de ocupar a vitrine política do Distrito Federal; mas, contudo continuam esquecendo que a cada pleito o cenário se modifica em virtude de uma tempestade de informações que alimentam a mente e o coração do eleitorado que votam em busca de ver cumpridas promessas que satisfaçam dois componentes importantes na hierarquia das necessidades básicas do ser humano ou sejam: As necessidades e desejos.
Por essas razões é impossível pensar em eleições, nos dias de hoje, sem pensar numa estrutura de marketing, baseada em um eficiente plano estratégico, de orientação geral e detalhamento de atividades, tempo e recursos.
Convem lembrar que Marketing Político eleitoral se concentra em todos os recursos utilizados na troca de benefícios entre candidatos e eleitores.
Assim, um plano de marketing político é concebido como um processo gerencial voltado para adequar os objetivos e recursos de um candidato às oportunidades identificadas no mercado político. Se bem elaborado, esse plano permite que candidatos e partidos orientem suas ações para a busca de resultados que os tornem competitivos.
Num plano de marketing político maduro, conduzido por um profissional consciente, dois temas de fundamental relevância devem ser considerados: sua cadeia de valor e o ambiente onde se realizará a disputa, com destaque para o mapeamento e análise da concorrência.
O primeiro é compreender que a cadeia de valor de um mercado político é composta basicamente pelo conjunto de idéias, propostas, benefícios e posições assumidas pelo candidato, pelos eleitores, cabos eleitorais e financiadores de campanha, fato que trataremos em uma próxima oportunidade uma vez ser o que gera maior número de conflitos, visto envolver interesses diversos.
O segundo e de grande relevância é monitorar o ambiente, analisando seus pontos fortes e fracos e os dos concorrentes com objetivo de entender seus passos estratégicos, alem de conhecer o perfil do público alvo, ou seja, o eleitor.
Essas informações possibilitam a calibragem ou refinamento do plano de marketing político a ser implementado, pois tem como finalidade neutralizar ou minimizar o impacto dos programas dos possíveis adversários, além de alavancar novas estratégias.
É primordial entender onde o concorrente está investindo energia e observar em quais meios de comunicação estão sendo divulgadas suas ações, acompanhando o impacto junto ao eleitor. O resultado desse exercício de observação proporciona indicações sobre:
a) qual público-alvo o concorrente está priorizando;
b) que mensagens estão sendo transmitidas a esse público e com que intensidade;
c) qual o nível de aceitação do candidato e o tipo de relacionamento que ele mantém com o público.
O concorrente também deve ser monitorado através de uma rede de relacionamento contínua e periodicamente avaliada por todos que compõem o grupo estratégico. No trabalho deve-se evitar o achismo e focar as avaliações em cenários que direcionam suas ações diárias. Certo é que “o concorrente nunca deve ser tratado como inimigo, mas, sim, como balizador da caminhada para o sucesso”.
Em suma, um plano de marketing político eficiente deve levar em conta o modelo de liderança que o candidato deseja seguir e as forças competitivas que atuam na disputa. Sem essas avaliações, corre-se o risco de ver esforços e investimentos invalidados na campanha eleitoral.