26/08/2026
A Fanta acabou de fazer uma mudança que, à primeira vista, pode parecer apenas criativa.
Mas existe uma decisão estratégica muito maior por trás dela.
Depois de passar os últimos Halloweens se associando a personagens conhecidos do terror, a marca decidiu começar a construir personagens, histórias e um universo próprios.
E isso me fez pensar numa diferença importante:
uma coisa é acessar relevância.
Outra é construir relevância.
Porque campanhas acabam.
Contratos terminam.
Trends passam.
Algoritmos mudam.
Mas alguns ativos permanecem.
Uma linguagem reconhecível.
Uma identidade.
Uma experiência.
Uma história.
Uma ocasião em que as pessoas naturalmente lembram de você.
É aí que marketing começa a deixar de ser apenas geração de atenção e passa também a ser construção de memória.
E talvez essa seja a parte mais interessante do movimento da Fanta.
Ela não está simplesmente tentando criar monstros.
Está tentando construir uma associação:
Halloween → Fanta.
Obviamente, uma empresa pequena ou média não precisa criar um universo de entretenimento.
Mas pode fazer uma pergunta muito parecida:
o que estamos construindo hoje que continuará pertencendo à nossa marca depois que esta campanha acabar?
Porque mídia pode comprar visibilidade.
Parcerias podem acelerar crescimento.
Influenciadores podem apresentar sua empresa para novas pessoas.
Mas marca forte começa a surgir quando existe alguma coisa que o mercado reconhece e pensa:
“isso é deles.”
E aí f**a a pergunta:
quanto da relevância da sua empresa é realmente dela — e quanto ainda está sendo alugado?