12/05/2025
Dentro de uma sala fechada, com a porta trancada por fora, a única saída é a janela. Extremamente apertada, espremendo cada pedaço do corpo, que talvez nem chegue a passar inteiro por ali. Se colocado sob pressão, a vida faz a gente acreditar que estão todos contra nós; faz com que o medo tome conta do cenário e que cada passo precise de uma afirmação ou figura de proteção constante — se pisar, explode. O campo minado não tem meio metro de espaço sem correr um risco, e é nessa que, ao SENTIR, a maioria de nós FOGE.
Nessas horas, não enxergamos uma mão, uma palavra amiga, um encorajamento. Ficamos travados, surdos e fechados para a recepção de qualquer ajuda que passe. Somos donos do medo, queremos apenas fugir. Mas a boa notícia é que, se esperássemos mais uns minutos e fôssemos pra cima, mesmo em pedaços, passados por aquela janela apertada, do outro lado estaria o que tanto queríamos. Mas, mais uma vez: quem disse que escutamos a boa notícia? “Eu quero agora, eu preciso, ninguém vê, tudo está errado pra mim!?” — quando falamos muito, a solução vira ruído em meio à imensidão do medo de agir sozinhos.
Nessas horas, é importante se perguntar: quando foi a última vez que eu visitei aquele futuro sonhado? Quando foi que a lista de metas virou papel amassado na bagunça de uma mesa fria de uma rotina contínua? Quando foi que eu deixei que os meus sonhos e metas, minhas conquistas e desejos mais simples estivessem na mão de alguém, que eu acredito que tem o dever de agir por mim?
Essa fase vai abraçar a todos na vida, sem exceção. E, no meio do caminho, alguns fogem — até não saberem mais como sair — e outros sentem profundamente, até que percebem que esse DESAFIO era o melhor caminho para tirar o medo de cena e avisar que ele era apenas um coadjuvante com duas falas em um filme que pode durar mais de oitenta anos.
Pra mim ou pra você, o importante é parar e ler. (vai fazer algum sentido individual)