13/07/2021
Temos um ambiente de privilégios e ainda assim vivemos com medo.
Se alguém vai pensar, o que vai pensar, como vai pensar.
Medo de não pagar os boletos, de não ser [parecer?] melhor que os vizinhos, de ficar mais bonita que a colega de trabalho.
De ter um salário menor que os irmãos, uma companhia pra vida que não parece tão legal quanto as dos amigos, do julgamento, do inferno que é cada cabeça.
Esquecemos que o inferno tá dentro da gente e, como em um filme, abstraímos a realidade.
A realidade que nos convida para fazer o que precisa ser feito, todo santo dia.
Que recomenda, de maneira direta e indireta, que a gente coloque um sentido na vida, mesmo que esse sentido mude de caminho enquanto a gente caminha.
E no nosso ambiente de privilégios, com tantas oportunidades de conhecimento na palma da nossa mão, a partir de um dispositivo de tecnologia, preferimos a fuga, a distração, passar batido pelo melhor dos outros.
Julgar e condenar o melhor dos outros.
Exatamente como as abstrações que fazemos na hora que precisamos colocar um conteúdo nosso no ar, fazer um post.
Não é que todo mundo precisa produzir conteúdo, de forma alguma.
Só que a diferença entre quem chega onde quer e quem vive medíocre a vida inteira está em um único ato: fazer (o que precisa ser feito).