15/01/2022
A evolução da participação das mulheres no mercado de trabalho é uma das maiores revoluções dos séculos 20 e 21.
A pandemia de coronavírus, entretanto, trouxe retrocessos, dificultando a colocação e a recolocação de mulheres no trabalho, principalmente das mães.
Gerar uma vida é algo espetacular. Mas quem é mãe sabe que também é o começo de inúmeras mudanças (físicas, psicológicas, comportamentais e de rotina).
As inúmeras mudanças também costumam impactar diretamente na ocupação profissional da mulher mãe.
Muitas escolhem passar mais tempo com os filhos e saem momentaneamente de seus trabalhos; outras voltam até mais cedo, mas percebem que não conseguem ter a mesma produtividade em razão do cansaço gerado pela jornada tripla (trabalho, filhos e casa); tem tbm as que repensam suas áreas de atuação e buscam atividades mais prazerosas ou que possam contribuir para um mundo melhor para seus filhos.
A questão é que quanto mais tempo a mulher demora para retornar ao mercado, mais elas deixam de acumular capital humano específico. E, quando conseguem retornar ao mercado de trabalho, voltam em condição pior.
As mulheres sabem das dificuldades e, muitas vezes, abrem mão até de direitos trabalhistas para se manterem em seus empregos. Pesquisas indicam que, das trabalhadoras que têm o benefício da licença-maternidade estendida, de seis meses, 40% não aceitam. E, um ano depois, 20% deixam o mercado de trabalho.
Entre 2019 e 2020, em razão da pandemia, as dificuldades foram acentuadas. A queda na participação das mulheres no mercado foi de 7,5%. O percentual é maior que redução da participação de homens, que ficou em 6,1%.
No entanto, quando as mulheres têm filhos menores de dez anos, a participação delas tem queda de 7,8%, No caso dos homens com filhos, a redução foi de 4,2% no mesmo período.
Mas qual a alternativa para todas essas estatísticas ruins?
Empreender de forma online!
Continua nos comentários.