05/03/2019
Quando o primeiro computador chegou na Prefeitura de Gravatá
Entrei num dos primeiros cursos de informática que aconteceram na cidade. A “Klais Guimeti” realizava seus ensinamentos em aulas diárias com etapas de dois meses de duração. Foram assim minhas primeiras experiências. Dois meses de MS-DOS, mais dois de Word, outros dois de Excel, Power Point e até iniciar no Corel Draw. Naquela época meu salário era de 171,00 e o valor do curso era de 154,00. Daí se pode medir a importância do investimento, que consumia quase todo o salário mensal.
Certa manhã, estava na sala da assessoria de imprensa da Prefeitura. Era a gestão de Luiz Prequé (1993/1996), quando veio o chamado para que ligasse o computador. Era o primeiro computador chegando e por estar estudando computação seria a pessoa capaz de fazê-lo. Tratava-se de um “possante” 386, que tive a honra de retirar das caixas e ir montando e ligando os cabos (a primeira aula que o Professor Tércio Aureliano dera), na antessala do secretário de governo Vital Medeiros. Fiz as conexões, te**es, tudo funcionando... voltei para a sala de imprensa, onde trabalhava ao lado do grande professor e amigo Josias Teles.
Instantes depois, volto a ser chamado. Precisavam ligar o computador.
- Já liguei e está tudo funcionando. Basta iniciar e pronto – expliquei.
- "E como é que inicia?”
Se ninguém sabia como iniciar, quem iria trabalhar com aquele equipamento?
Fomos descobrindo com o passar dos dias. Dividia-me entre a assessoria de imprensa e as necessidades de digitação da secretaria de governo, enquanto Joelma e Evânia, sob a coordenação de Tereza Magali, iam descobrindo o que a tecnologia poderia proporcionar de facilidades.
Lembro do primeiro timbre criado, que adornava os cabeçalhos das páginas impressas, com seu zumbido inconfundível sobre as folhas de papel contínuo, duas vias.
Foi assim que apesar de ser comunicador, meu caminho cruzou com a computação criando novas perspectivas de direção. No futuro me tornaria instrutor de informática, mas, isso f**a pra uma outra história, que contarei futuramente. Por hora, f**a o registro de que estive presente ativamente quando a computação chegou no Palácio Joaquim Didier.