Voto Vencido

Voto Vencido Crônicas, política e direito. Nem todo silêncio é consenso.

O Secretário de Saúde, foi chamado para explicações e os vereadores rasgaram elogios e foi como se a saúde estivesse uma...
30/03/2026

O Secretário de Saúde, foi chamado para explicações e os vereadores rasgaram elogios e foi como se a saúde estivesse uma maravilha, além dos erros apontados por dois dos 21, houve uma defesa incisiva do líder do atual prefeito.

Enquanto tentam justif**ar a saúde dizendo que “em outros municípios está pior”, a realidade de Guarapuava é outra, e ela não pode ser escondida.

A população enfrenta filas que começam antes das 5h da manhã, falta de médicos e demora no atendimento básico.

Isso não é narrativa. É fato.

E quando olhamos os próprios números da gestão, a situação f**a ainda mais evidente: mais de 6 MIL pessoas aguardavam consultas especializadas reprimidas há anos, algumas desde 2016.

Se havia fila acumulada por quase uma década… onde estava a solução prometida?

Na campanha, foram feitas promessas como o “vale consulta”, vendidas como solução rápida para a saúde pública. Hoje, o que se vê é uma população ainda esperando, sem acesso, sem prioridade e sem resposta concreta.

Agora, com apoio da base e discursos alinhados, tentam normalizar o caos comparando com cidades piores.

Mas quem está na fila não quer comparação.
Quer atendimento. E solução efetiva, não basta tentar, f**ar do lado de deputados para foro não é solução, ou será que o líder acha que é?

Falta médico.
Falta estrutura.
Falta gestão.

E o mais grave: sobra promessa.

Guarapuava não precisa de discurso para defender governo.
Precisa de atitude para defender o povo.

Porque saúde não se compara.
Se resolve.

UM ROMPIMENTO ANUNCIADOHoje tivemos na Câmara um divisor de águas. Dois blocos se formaram.Mas o que mais chamou atenção...
24/02/2026

UM ROMPIMENTO ANUNCIADO

Hoje tivemos na Câmara um divisor de águas. Dois blocos se formaram.

Mas o que mais chamou atenção foi o bloco que decidiu enfrentar a “liderança”.

E aqui é preciso dizer: com o pouco poder que tem, Nego Silvio
se mostrou um péssimo líder.

Sim, péssimo.

Colocou o prefeito debaixo da sua saia ou foi o contrário?
Não convidava vereadores da base para eventos.
Não aproximou.
Não construiu.
Agia pelas costas dos próprios liderados.

Isso é postura de líder?

Talvez seja. Mas é o tipo de liderança que rompe, divide e enfraquece.

E o rompimento veio.

E vai refletir ainda mais na gestão já fragilizada do prefeito Baitala.

No embalo das polêmicas, surge a tão esperada Guarda Municipal.

Tema importante? Claro.
Quem seria louco de votar contra segurança pública?

Mas a pergunta correta é outra:

É o momento?
De onde vem o dinheiro?
Como vamos bancar essa estrutura?

Não adianta fazer lei e deixar no papel.

E se sair do papel? Vamos pagar essa conta como?
Mais uma pasta? Mais cargos? Mais estrutura sem planejamento?

Enquanto isso…

A saúde sucateada como nunca.
Falta insumo básico.
Estrutura precária.
Profissionais sobrecarregados.

Mas tudo bem.
As urgências invisíveis podem esperar. Nem os alagamentos foram resolvidos.

Primeiro, o projeto que rende aplauso.

Esse é um dos maiores erros da política local: inverter prioridades.

Quando a base deixa de ser base…
Quando decisões são tomadas em reuniões às escondidas…
Quando a vaidade fala mais alto que a responsabilidade…

O resultado é previsível.

Alguns vencem votações. Mas a cidade continua esperando gestão de verdade.

Uma nova era está surgindo e agora o confronto é certo, ou melhora ou a exposição será maior, o desenho da maioria já é outro.

Entre o discurso da austeridade e o cardápio da opulência, a política brasileira segue provando que, quando o assunto é ...
04/02/2026

Entre o discurso da austeridade e o cardápio da opulência, a política brasileira segue provando que, quando o assunto é economia, há sempre espaço para interpretações… e degustações.

No mesmo dia em que se anunciam medidas de contenção de despesas, surge edital prevendo aquisição de queijos finos, croissants, castanhas selecionadas e sobremesas sofisticadas. Nada simboliza melhor o “sacrifício coletivo” do que uma mesa gourmet custeada com recursos públicos.

É importante reconhecer que a licitação é instrumento legítimo, previsto na Lei nº 14.133/2021, garantindo transparência, isonomia e busca pela proposta mais vantajosa. Contudo, o procedimento não obriga o gasto imediato, mas autoriza previamente a despesa, criando uma espécie de “cardápio orçamentário”, deixando ao gestor a discricionariedade para utilizar o valor conforme conveniência e oportunidade durante a vigência contratual.

E é exatamente aqui que nasce o debate público. A legalidade pode coexistir com questionamentos sobre prioridade, razoabilidade e sensibilidade administrativa. O gasto pode ser juridicamente regular, mas continua submetido aos princípios da moralidade e eficiência, que exigem sintonia com o interesse coletivo e com a realidade econômica da população que financia a máquina pública.

Historicamente, o discurso da austeridade costuma ser mais rigoroso com quem paga a conta do que com quem administra o cardápio. Cortam-se diárias, restringe-se combustível, regula-se o ar-condicionado… mas, aparentemente, o queijo brie segue constitucionalmente protegido.

Não se discute a legalidade do processo. O debate é sobre coerência administrativa e simbolismo político. Em tempos difíceis, a população não cobra apenas economia financeira — cobra economia moral.

Governar não é apenas equilibrar planilhas, mas compreender que cada gasto público transmite uma mensagem. E, neste caso, a contenção de despesas talvez tenha começado pelo ar-condicionado… mas certamente não chegou ao buffet.

No fim, permanece a reflexão: quando falta pão para muitos, a licitação dos croissants costuma gerar mais debate do que saciedade.

Sabor economia, sabor, sabor economia…

O problema da política não é a divergência.É quando todos começam a concordar demais.Quando a crítica vira inconveniente...
22/01/2026

O problema da política não é a divergência.

É quando todos começam a concordar demais.

Quando a crítica vira inconveniente.
Quando a pergunta vira afronta.
Quando o silêncio passa a ser tratado como virtude.

Democracia não é unanimidade.
É conflito civilizado.

Toda vez que alguém tenta calar um voto vencido,
o erro deixa de ser corrigido.

Aqui não há palanque.
Há reflexão, crítica e fundamento.

Voto vencido.
Nem todo silêncio é consenso.








Endereço

Pedro Alves
Guarapuava, PR
85010080

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