10/03/2023
O funk poderia dominar o mundo, mas o Brasil não deixa
Quase um mês depois da apresentação de Rihanna no Super Bowl, é hora de mencionar que:
O destaque não ficou apenas com a aparição da , a queda do Twitter pelo volume de conteúdo movimentado por lá, mas sim porque Rihanna apresentou uma versão funk de seu hit, "Rude Boy", para o MUNDO. A canção foi remixada pelo DJ e produtor bahiano, . O DJ, até então desconhecido do grande público, hoje soma mais de 100 mil seguidores no Instagram.
Tudo isso acontecendo com o funk é muito benéfico para as pessoas olharem com mais carinho, apreço e valorização para nossa cultura e estimular uma estruturação de uma indústria cultural nacional, que pode salvar a economia do Brasil dentro de alguns anos.
Trago essa afirmação baseado em dados em relação a países que investem em cultura e colhem os frutos disso, como é o caso da Coréia do Sul. Aqui podemos citar que o K-pop, um gênero surgido em terras coreanas, é responsável por render mais de 4,7 bilhões de dólares ao ano para a nação de acordo com o trabalho de conclusão de curso “COMO A COREIA DO SUL USA SEU SOFT POWER POR MEIO DA SUA CULTURA E ECONOMIA”, escrito por HADDAD, MENDONÇA e CONSTÂNCIO e publicado em 2021.
E tem que ser o funk, porque não é a primeira vez que o gênero vai para as pistas globais. No Grammy de 2021, a rapper também apresentou um funk durante sua passagem pelo palco principal da noite. Além disso, o funk já teve inúmeros virais e tem espaço garantido na publicidade brasileira.
É dito isso, pois o estilo musical já foi pano de fundo de várias campanhas publicitárias de sucesso. A mais recente é da campanha da Vou de 99, em que “Valesca Popozuda”, se junta a “Tati Quebra Barraco”, “MC Tchelinho” e “Heavy Baile” para estrelar o comercial do serviço "99 Moto”. O jingle apresentado na campanha é uma releitura inspirada no sucesso "Dança da Motinha", da funkeira Beth, integrante da Furacão 2000.
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