O Blog da Publicidade

O Blog da Publicidade Blog de publicidade com análises de campanhas, design, branding e tendências de marketing para profissionais da comunicação.

Às vezes o marketing mais poderoso não nasce de uma grande campanha.Nasce de um momento estranho.Um vídeo recente do CEO...
10/03/2026

Às vezes o marketing mais poderoso não nasce de uma grande campanha.

Nasce de um momento estranho.

Um vídeo recente do CEO da McDonald's experimentando um hambúrguer virou meme na internet. A mordida tímida, o jeito corporativo de falar do produto e a reação das redes sociais transformaram um simples vídeo em um fenômeno viral.

O resultado foi curioso: milhões em mídia espontânea e uma conversa enorme em torno do lançamento.

Casos como esse mostram uma mudança importante na comunicação das marcas.

Hoje, campanhas não acontecem apenas nos canais oficiais. Elas também surgem nas reações do público, nos memes e nas respostas da própria internet.

No Blog da Publicidade analisamos esse episódio e o que ele revela sobre marketing viral e cultura de redes.

Link do artigo nos comentários.



Algumas ideias que moldaram o design e a comunicação visual moderna nasceram de mulheres que nem sempre aparecem nas nar...
06/03/2026

Algumas ideias que moldaram o design e a comunicação visual moderna nasceram de mulheres que nem sempre aparecem nas narrativas mais populares da história criativa.

Paula Scher ajudou a transformar a tipografia em protagonista da identidade visual cultural.

Susan Kare criou ícones que tornaram os computadores mais intuitivos para milhões de pessoas.

Barbara Kruger influenciou a linguagem visual usada em campanhas e projetos editoriais até hoje.

Sarah Moon trouxe uma estética mais narrativa e sensível para a fotografia de moda e publicidade.

Revisitar essas trajetórias não é apenas um exercício histórico. Para quem trabalha com criação, design ou publicidade, conhecer essas referências amplia repertório e ajuda a entender como novas linguagens visuais surgem.

Muitas das soluções que hoje parecem naturais nasceram de experimentações feitas por criadoras que estavam simplesmente tentando fazer algo diferente.



Salvador Dalí criou o logo da Chupa Chups em 1969.Não foi um exercício artístico conceitual. Foi branding.O fundador da ...
04/03/2026

Salvador Dalí criou o logo da Chupa Chups em 1969.
Não foi um exercício artístico conceitual. Foi branding.

O fundador da marca, Enric Bernat, queria fortalecer a identidade visual do produto no momento em que a empresa começava sua expansão internacional. Procurou Dalí, também catalão, e o resultado foi um símbolo que atravessou mais de cinco décadas praticamente intacto.

O que torna esse caso interessante não é apenas o nome envolvido.

É a clareza estratégica.

Dalí não desenhou apenas uma forma floral amarela e vermelha. Ele sugeriu que o logotipo fosse colocado no topo do pirulito, garantindo visibilidade máxima no ponto de venda. Isso é leitura de comportamento, não apenas estética.

Em um mercado que passa por rebrandings frequentes, o logo da Chupa Chups mostra outra lógica: consistência constrói valor acumulado.

A identidade virou ativo cultural.
O símbolo virou memória coletiva.
A marca ganhou longevidade.

O episódio também quebra uma ideia comum de que arte e mercado são territórios opostos. Quando há alinhamento estratégico, repertório cultural pode ampliar força comercial.

Talvez a principal lição seja simples: design não é tendência. É decisão de longo prazo.

Spotify e Liquid Death lançaram a Eternal Playlist Urn, uma urna funerária com alto-falante Bluetooth integrada. A ediçã...
03/03/2026

Spotify e Liquid Death lançaram a Eternal Playlist Urn, uma urna funerária com alto-falante Bluetooth integrada. A edição limitada esgotou rapidamente e gerou cobertura internacional.

Mas o ponto interessante não é o produto em si.
É a estratégia.

A ação une dois territórios muito claros. A Liquid Death já construiu sua identidade com provocação estética e humor ácido. O Spotify consolidou seu espaço como a plataforma que organiza a trilha sonora da vida das pessoas.

A Eternal Playlist Urn leva essa lógica ao extremo. A música acompanha você até o fim. Literalmente.

Isso é choque? Sim.

Mas é choque coerente.

E coerência é o que separa provocação estratégica de oportunismo.

Outro ponto relevante é o uso do produto físico como mídia. Em um ambiente saturado de campanhas digitais, objetos tangíveis criam ruptura. Eles geram conversa. Viram pauta editorial.

Não é sobre escala de vendas. É sobre construção de território cultural.

A campanha também toca em algo maior: legado digital. Playlists acumulam memória. Dados musicais constroem identidade pública. Perfis continuam ativos após a morte.

A ação usa humor, mas encosta em um debate real.

Para quem trabalha com branding, f**a uma provocação interessante:
quantas marcas realmente conhecem seu território a ponto de poder esticá-lo sem romper sua própria identidade?

A Eternal Playlist Urn não é uma tendência a ser copiada.

Mas é um bom estudo sobre consistência de marca e coragem criativa.

Tenho pensado bastante sobre como produtos conceituais estão substituindo campanhas tradicionais como geradores de mídia espontânea.



A Hellmann’s decidiu transformar patrocínio em entretenimento proprietário.A marca estreia o Draft Hellmann’s, reality i...
20/02/2026

A Hellmann’s decidiu transformar patrocínio em entretenimento proprietário.

A marca estreia o Draft Hellmann’s, reality inspirado no processo oficial da National Basketball Association (NBA), durante o All-Star 2026. É o quarto ano consecutivo de colaboração com a liga no Brasil, mas com um movimento estratégico diferente.
Em vez de apenas ativação de marca, a empresa cria um formato próprio de conteúdo.

O programa será apresentado por Marcos Mion e contará com Igão e Mítico, do Podpah, em desafios que misturam basquete, cultura e gastronomia. O vencedor leva um anel simbólico de MVP.
O que chama atenção aqui não é apenas o casting.
É a arquitetura.

Marcas que antes patrocinavam eventos agora constroem ativos de mídia próprios. Controlam narrativa, ampliam tempo de exposição e capturam dados de audiência.

O marketing esportivo está entrando em outra fase.
Não basta estampar logotipo. É preciso gerar entretenimento relevante para a comunidade.

A Hellmann’s já vinha construindo esse território com ativações como NBA House e Boteco Hellmann’s. O reality consolida a plataforma como eixo central da estratégia no esporte.
Patrocínio hoje exige conteúdo e conteúdo exige consistência de longo prazo.

Tenho a impressão de que veremos cada vez mais marcas operando como produtoras dentro dos territórios que escolhem ocupar.



O Carnaval é rua, multidão, celular na mão e pouca margem para erro.Ao ativar o Modo Rua no Carnaval, o Nubank transform...
03/02/2026

O Carnaval é rua, multidão, celular na mão e pouca margem para erro.

Ao ativar o Modo Rua no Carnaval, o Nubank transforma uma funcionalidade técnica em algo simples e culturalmente relevante. Em vez de falar de segurança financeira de forma abstrata, a marca coloca o tema no contexto real da festa.

A escolha de Paolla Oliveira ajuda a aproximar a mensagem do público, enquanto a ação com Pedro Sampaio e Spotify leva o patrocínio além da visibilidade e cria experiência de verdade.

Mais do que uma campanha sazonal, o Nubank mostra como produto, comportamento e cultura podem caminhar juntos quando a comunicação parte da vida real.

A adidas reduziu de forma consistente seus investimentos em TV nos últimos anos. A decisão faz parte de uma mudança estr...
03/02/2026

A adidas reduziu de forma consistente seus investimentos em TV nos últimos anos. A decisão faz parte de uma mudança estrutural na estratégia de marketing da marca, que passou a priorizar canais digitais, creators e ações culturais com maior capacidade de gerar conversa contínua.

A leitura da empresa é simples: a atenção do público, especialmente o mais jovem, deixou de estar concentrada na mídia tradicional. Em vez de grandes campanhas pontuais na televisão, a adidas passou a trabalhar narrativas mais longas, distribuídas em diferentes plataformas, com foco em relevância cultural e proximidade com comunidades específ**as.

Isso não signif**a o abandono total da TV, mas a perda do seu papel central. A marca passou a usar o meio de forma mais pontual, enquanto o digital assumiu a função principal de construção de marca, lançamento de produtos e ativação de campanhas globais.

Outro fator importante foi a mensuração. No ambiente digital, a adidas consegue acompanhar comportamento, engajamento e conversão com muito mais precisão do que na TV tradicional. Isso permite ajustes rápidos e decisões baseadas em dados reais, não apenas em alcance estimado.

No fundo, a mudança reflete uma transformação maior no marketing esportivo. Marcas que antes falavam para grandes audiências agora precisam dialogar com públicos fragmentados, em contextos muito mais específicos.

Essa transição ajuda a entender não apenas a estratégia da adidas, mas também o caminho que muitas marcas globais estão seguindo.

O novo logo da Honda não é só um redesign. É uma tomada de posição.Depois de 43 anos sem mudanças relevantes na marca, a...
02/02/2026

O novo logo da Honda não é só um redesign. É uma tomada de posição.
Depois de 43 anos sem mudanças relevantes na marca, a Honda apresentou um novo logo. A revelação aconteceu na CES 2024 e passou longe de ser apenas estética. O símbolo marca oficialmente a entrada da montadora na era dos veículos elétricos.

O detalhe importante: esse novo logo não vai substituir o atual de imediato. Ele será usado exclusivamente na futura linha elétrica da Honda, chamada 0 Series, com lançamento previsto para 2026. Ou seja, a marca criou um sistema visual que convive com o passado enquanto aponta para o futuro.
E isso diz muita coisa.

O desenho resgata referências do logo original dos anos 1960, mas com uma leitura claramente contemporânea. Minimalista, sem moldura, direto. A ausência do contorno, presente desde 1981, não é casual. Ela reforça a ideia de abertura, fluidez e adaptação. Valores muito alinhados ao discurso atual de mobilidade elétrica.

Há também um simbolismo interessante: as linhas verticais do novo logo foram pensadas como duas mãos estendidas. Um gesto de acolhimento, parceria e expansão das possibilidades de mobilidade. Não é um símbolo agressivo. É quase um convite.

Do ponto de vista de branding, a decisão é madura. A Honda evita rupturas bruscas com sua base histórica e, ao mesmo tempo, cria um território visual específico para a nova fase elétrica. Não tenta convencer pelo impacto visual exagerado. Prefere construir signif**ado ao longo do tempo.
Esse movimento reforça uma tendência clara no design de marcas globais: menos ornamento, mais intenção. Menos espetáculo, mais coerência estratégica.

No fim, o novo logo da Honda não grita inovação. Ele sussurra continuidade, evolução e responsabilidade. E talvez isso seja exatamente o que se espera de uma marca que atravessou décadas sem perder relevância.
Curioso para ver como esse símbolo vai se comportar quando sair do conceito e ganhar as ruas.

30/01/2026

Pepsi provoca Coca-Cola no Super Bowl e reacende a guerra das marcas

Quando a Pepsi usa o urso da Coca-Cola para falar de escolha.Todo Super Bowl vira um laboratório de publicidade em escal...
30/01/2026

Quando a Pepsi usa o urso da Coca-Cola para falar de escolha.

Todo Super Bowl vira um laboratório de publicidade em escala máxima. Mas alguns anúncios conseguem ir além do barulho. O recente filme da Pepsi fez isso ao tocar num ponto sensível: apropriação cultural de marca.

Ao usar o urso polar, um dos ativos mais reconhecíveis da Coca-Cola, a Pepsi não está só provocando a concorrente. Está falando sobre território simbólico. Sobre como certos códigos visuais são tão fortes que, quando deslocados, geram desconforto imediato. E é justamente aí que a campanha funciona.

O filme não precisa citar a Coca-Cola. O público completa a frase sozinho. Isso mostra maturidade criativa e confiança na inteligência de quem está assistindo. Não é grito. É cutucão.

Outro ponto interessante é o contexto. O Super Bowl permite esse tipo de confronto direto porque o mercado americano aceita, e até espera, comparações entre marcas. A provocação faz parte do jogo cultural e jurídico. No Brasil, isso não passaria. A legislação e o Conar são claros ao restringir comparações explícitas, principalmente quando há uso direto de ativos visuais do concorrente.

Isso muda tudo. Não é uma questão de ousadia criativa local, mas de ambiente regulatório. Aqui, a disputa precisa ser mais conceitual, menos literal. Lá fora, o embate é quase um esporte.

O que f**a de aprendizado não é “copiar o modelo”, mas entender o princípio. Marcas fortes constroem símbolos tão reconhecíveis que podem virar linguagem. E quando isso acontece, até o concorrente consegue usá-los para contar uma história.

Tenho pensado bastante em como algumas marcas já não disputam mais produto, mas narrativa. Curioso para ver até onde esse jogo vai nos próximos anos.




A DW Semana de Design de São Paulo completa 15 anos em 2026 olhando para algo que o mercado costuma ignorar: o tempo.O t...
30/01/2026

A DW Semana de Design de São Paulo completa 15 anos em 2026 olhando para algo que o mercado costuma ignorar: o tempo.

O tema escolhido, Legado Criativo, não fala só de estética ou tendências. Fala sobre o que permanece, o que se transforma e o que ganha sentido quando deixa de ser individual e passa a ser coletivo.

Ao longo de uma década e meia, a DW! deixou de ser um evento pontual para se tornar parte do tecido cultural da cidade. Não apenas reunindo profissionais, mas formando público, estimulando repertório e criando uma relação mais madura com o design autoral brasileiro.

A identidade visual da edição reforça essa ideia ao tratar cada indivíduo como um fio. Isolado, ele é frágil. Entrelaçado, vira estrutura. Um conceito simples, mas poderoso, especialmente num momento em que o design precisa provar seu impacto para além do discurso.

Talvez o maior mérito da DW! não esteja nos números, que são grandes, mas na capacidade de ativar encontros reais. Entre pessoas, ideias, cidade e mercado.

F**a a reflexão: que tipo de legado estamos construindo com o que criamos hoje?



Natural One Fresh acaba de lançar uma campanha provocativa que coloca em questão um dos temas mais discutidos no consumo...
30/01/2026

Natural One Fresh acaba de lançar uma campanha provocativa que coloca em questão um dos temas mais discutidos no consumo de bebidas: as calorias e os açúcares “escondidos”.

A comunicação, criada pela agência monkey-land, usa comparativos bem-humorados e situações do cotidiano para mostrar que um produto natural e de baixo teor calórico pode ser mais alinhado com as preocupações atuais dos consumidores do que bebidas que dizem ser “saudáveis”.

A ação se estende nas redes com influenciadores, trends e uma abordagem que provoca reflexão sem citar diretamente concorrentes.

No nosso último artigo, analisamos como essa campanha estabelece um novo diálogo entre marca e público — e como esse tipo de provocação sutil pode ser relevante para estratégias de comunicação nesse momento.

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