17/05/2026
A prisão do carnavalesco da Mangueira do Amanhã, Leonardo Soares, conforme divulgado pela página Fofoca Carnaval, em operação policial que investiga uma quadrilha especializada em roubos a casas de luxo na Zona Sul do Rio de Janeiro, reforça um debate que o Coletivo Transparência Mangueira faz há meses: a urgente necessidade de implementação de uma política séria de compliance, integridade e governança institucional na Estação Primeira.
É fundamental registrar que os fatos investigados dizem respeito exclusivamente à esfera individual da pessoa física do investigado, não possuindo relação com os quase 40 anos de história, atuação cultural e trabalho social da Mangueira do Amanhã. Porém, episódios desta natureza inevitavelmente produzem impactos reputacionais na instituição.
A ausência de mecanismos internos de integridade, prevenção de riscos, controle ético e canais independentes de denúncia é responsabilidade da atual gestão presidida por Guanayra Firmino dos Santos, que há três anos não adota medidas estruturantes capazes de reduzir vulnerabilidades administrativas, éticas e institucionais.
Uma política efetiva de compliance exigiria maior rigor sobre conflitos de interesse, critérios de contratação, gestão de recursos públicos, conduta ética de dirigentes e prevenção de práticas incompatíveis com a moralidade administrativa e a transparência.
Também ampliaria os mecanismos de fiscalização sobre contratos sem assinatura, tomadas de preço com empresas de situação cadastral irregular, documentos inconsistentes, nomeações de familiares em projetos financiados com recursos públicos e demais denúncias já tornadas públicas.
Uma Ouvidoria independente, um Conselho de Ética autônomo e um programa permanente de compliance poderiam proteger a instituição, seus trabalhadores, profissionais do barracão e a comunidade mangueirense de crises éticas e institucionais.
Nós, do Coletivo Transparência Mangueira, não temos dúvidas de que uma Política de Compliance é urgente para a Estação Primeira de Mangueira. Contudo, entendemos que a atual gestão perdeu as condições morais, éticas e polí