21/07/2026
Quando alguém me pergunta como funciona a minha consultoria, quase sempre espera que eu comece falando de roupas.
Mas eu nunca começo por aí.
Porque, pra mim, a consultoria de imagem começa muito antes de abrir o guarda-roupa.
Ela começa entendendo quem é a mulher que está na minha frente.
Qual é a rotina dela.
O que ela vive hoje.
Quais são os seus objetivos.
E, principalmente, como ela quer ser percebida.
É por isso que eu acredito que a consultoria não deve criar uma personagem.
Ela deve traduzir em imagem a mulher que já existe ali.
Só depois dessa etapa é que entram a análise da identidade corporal, das linhas, das proporções e das cores. A técnica é importante, claro. Mas ela só faz sentido quando respeita quem você é.
No fim, o que eu entrego não é uma lista de roupas para comprar.
É clareza.
Clareza para se vestir sem depender de tendências.
Clareza para entrar em uma loja sabendo exatamente o que procurar.
Clareza para olhar no espelho e reconhecer a própria imagem.
E isso muda muito mais do que parece.
Porque a forma como nos vestimos acompanha entrevistas, reuniões, mudanças de carreira, novas fases da vida… acompanha a mulher que estamos nos tornando.
Talvez seja por isso que eu goste tanto da palavra traduzir.
Eu não estou criando uma nova versão de ninguém.
Estou traduzindo, através da imagem, uma mulher que sempre esteve ali, mas que muitas vezes ainda não conseguia enxergar com clareza.
E, sinceramente, essa continua sendo uma das partes mais bonitas do meu trabalho.
Agora me conta uma coisa.
Quando você pensa em consultoria de imagem, qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça?
Tenho a impressão de que a resposta para essa pergunta diz muito sobre a forma como a maioria das pessoas ainda enxerga esse trabalho.