18/08/2026
A plataforma tem responsabilidade. Mas e nós, pais?
O debate sobre adolescentes nas redes sociais voltou ao centro das atenções depois que uma grande empresa de tecnologia passou a enfrentar, nos Estados Unidos, acusações relacionadas aos possíveis efeitos das plataformas sobre crianças e adolescentes.
As redes sociais criam limites de idade, controle parental, restrições de conteúdo e já utilizam até inteligência artificial para tentar identificar usuários menores de idade.
Mas existe um detalhe que vejo de perto: os adolescentes também aprendem a burlar essas barreiras.
Como professor de Tecnologia e Empreendedorismo para alunos do 6º ao 9º ano, converso com eles sobre redes sociais, comportamento digital, segurança online e cyberbullying. E essas conversas mostram algo importante: proteção digital não pode depender apenas de uma configuração no celular.
As empresas precisam assumir sua responsabilidade. Mas pais e responsáveis também precisam conhecer a vida digital dos filhos, conversar, acompanhar e estabelecer limites.
Nenhum algoritmo conhece seu filho como você deveria conhecer.
E talvez essa seja a pergunta mais desconfortável: estamos cobrando das plataformas aquilo que elas realmente precisam fazer ou também estamos terceirizando para a tecnologia uma responsabilidade que começa dentro de casa?
Quero muito ouvir pais, educadores e até quem discorda de mim.
De quem é a maior responsabilidade pela segurança dos adolescentes nas redes sociais?
Se você se interessa por comportamento digital, inteligência artificial e humanidade, redes sociais e sociedade e pelos impactos da tecnologia na nossa vida, siga o perfil. Essa conversa está apenas começando.
Presença digital para um mundo cada vez mais artificial.