15/08/2025
Como se vender sem perder o rumo
Desde que o mundo é mundo, chamar atenção é questão de sobrevivência.
Na pré-história, valia erguer o maior javali para impressionar a tribo — garantia respeito, status e talvez até mais comida na fogueira.
Hoje, a gente mostra muito mais que um javali no feed: exibe o que comeu no almoço, o treino de corrida (natação, no meu caso 😊) , o pet no sofá, a última viagem, o look do dia… e, para muitos, tudo isso cabe também no perfil profissional.
Compartilhar um pouco da vida nas redes não é problema. O problema começa quando o clique vira fim em si mesmo — e piora quando essa lógica invade a página profissional.
Para um profissional liberal — advogado, nutricionista, médico, arquiteto — “mostrar o javali” pode até trazer curtidas, mas raramente constrói o que realmente importa:
- Uma audiência qualificada que quer ouvir o que você tem a dizer.
- Reputação que gera confiança no seu trabalho.
- Engajamento verdadeiro, que abre portas e oportunidades reais.
Quando você tenta caber no molde que “dá mais curtida”, abre mão das histórias, dos detalhes e dos traços que fazem você ser você.
E o público percebe quando falta verdade.
Curtida não é sinônimo de sucesso. No jogo da presença digital, consistência, estratégia e autenticidade valem muito mais que truques para viralizar.
No fim, não é sobre caçar o maior javali — é sobre mostrar, do seu jeito, por que vale a pena se juntar à sua fogueira.