12/06/2020
A Mary Wells é daquelas mulheres inspiração. Marcou a história da publicidade, desde cedo, criou uma reputação de talento criativo, glamour, elegância e bom senso para negócios. Não apenas abriu a primeira agência com uma presidente feminina nos EUA, mas sua empresa foi a primeira comandada por uma mulher a abrir capital na Bolsa de Nova York.
Sua trajetória é marcada por sucesso, porém, o seu sucesso ainda era limitado pelo espírito sexista da época. Aos 35 anos, ganhava US$40 mil por ano, enquanto que seus colegas homens, no mesmo nível, ganhavam, em média US$ 100 mil.
A busca por melhor remuneração foi o que fez Mary traçar sua nova mudança. Em 1964, a agência Marion Harper’s Interpublic a contratou para o time, oferecendo US$ 60 mil anuais. Mary fez duas grandes campanhas de sucesso, que ocasionaram no aumento do para US$ 80 mil anuais e foi convidada a assinar um contrato de longo prazo.
No entanto, no mesmo período, o proprietário da empresa sofreu um ataque cardíaco. Mary era cotada a sucedê-lo na presidência da empresa, mas alguns funcionários declararam que preferiam pedir demissão a trabalhar para ela.
Mary Wells saiu e decidiu abrir a própria agência em 1966, a Wells, Rich and Greene (WRG), na qual Mary era a presidente. Seu objetivo era “criar a mais lucrativa agência na história com a menor equipe possível”. O grupo queria apostar no lado criativo da indústria de publicidade, procurando se conectar com as mudanças do público nos anos 1960. Mary acreditava que o segredo do sucesso da empresa estaria em manter uma relação muito próxima com seus clientes, fazendo eles mesmos as pesquisas e contratando especialistas apenas quando necessário para algumas contas.
Aos 40 anos, Mary tornou-se a pessoa mais jovem já inscrita no Hall da Fama dos Redatores. Em 1969, sendo CEO, chairman e presidente de WRG, ela ganhava US$ 225 mil por ano e era a mais bem paga mulher executiva do mundo. Dois anos depois, as contas da WRG somavam US$ 100 milhões.
Adap. Link na Bio