12/02/2026
Bronze no pódio. Ouro na memória!
Nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, assistimos a uma performance tecnicamente histórica: um patinador alcançou a maior pontuação de sempre executando uma manobra tão arriscada que esteve proibida durante 50 anos.
Foi fantástico! Vimos, aplaudimos e seguimos com o scroll.
Pouco depois deparámo-nos com um vídeo de 2018. Javier Fernández, na gala de exibição de PyeongChang, já fora de competição, já com a medalha de bronze conquistada.
Apresentou-se como "Super Javi", ao som de músicas dos anos 80, uma paródia de aula de aeróbica, os patins a imitar os famosos ténis Converse e um balde de água na cara no final.
Rimos, aplaudimos, voltamos a ver, partilhamos com a família e os amigos.
Tecnicamente? Não estava a ser avaliado. Era entretenimento.
Emocionalmente? Inesquecível. Seis anos depois, ainda circula viralmente.
Esta dicotomia revela algo fundamental sobre impacto e memorabilidade: a perfeição técnica impressiona no momento mas a autenticidade f**a na memória.
Na comunicação de marca e no design, enfrentamos constantemente esta escolha: podemos criar algo tecnicamente perfeito que cumpre todos os requisitos, ou podemos criar algo autêntico que arrisca, que surpreende, que permanece
Na Unsquare, acreditamos que o verdadeiro impacto vem de equilibrar excelência técnica com coragem criativa. De escolher ser memorável quando se podia apenas ser correto.
Fora do quadrado. Sempre.