06/04/2017
Folhetos!
Quem nunca recebeu folhetos na rua ou deixado do pára-brisa do carro com as mais diversas ofertas: “compro jóias”, “amarração para a pessoa amada” ou “crédito fácil sem burocracia”? Apesar de parecer um fenómeno contemporâneo, o negócio de distribuição de folhetos remete à história da propaganda, uma das atividades mais antigas da humanidade. Há 400 anos, a divulgação era realizada basicamente por sermões e discursos de padres da Igreja Católica, com o intuito de captar adeptos e cativar mentes e corações. Com o advento da Revolução Industrial e o surgimento da imprensa, a mensagem publicitária pode ser transmitida por meio de folhetos e panfletos, que eram distribuídos em ruas de grande movimento. Hoje em dia, a distribuição de folhetos ainda responde por uma grande fatia dos investimentos em propaganda e publicidade. Isto porque a divulgação em veículos de comunicação de massa (televisão, rádio, outdoor, jornal e revista) tornou-se proibida para orçamentos mais modestos, devido aos preços cobrados pelos grandes conglomerados dos media. Um anúncio de 30 segundos na televisão, além do exorbitante custo de veiculação, também exige pesados investimentos na produção de vídeo. A elaboração de um spot de rádio demanda investimentos em trilha sonora e locutor. Sem contar que, para a criação de uma peça publicitária de qualidade que não prejudique a imagem da empresa, o anunciante deve contratar uma agência de propaganda para criar o material. Diante deste cenário de elevação dos custos de comunicação em massa, a distribuição de folhetos apresenta-se como uma alternativa acessível de divulgação para micro e pequenas empresas. Em muitos casos, representa a principal ação de comunicação da empresa. Além do custo relativo mais baixo, esta opção permite uma cobertura geográfica de acordo com a sua área de atuação. Um Snack bar, por exemplo, só vai divulgar seus produtos em locais (escolas, semáforos, praças) próximos, direcionando o esforço de comunicação com mais objetividade. Evita-se o efeito “bala de canhão para matar passarinho”, muito comum no meio publicitário. Um folheto também é capaz de apresentar mais informações do que outra ação de comunicação, limitada a tempo (televisão e rádio) ou tamanho (jornais, revistas, outdoor). Porém, cabe ao anunciante fazer a prioridade da mensagem essencial para não poluir demais a peça publicitária e prejudicar o processo comunicacional.