10/08/2025
20 de setembro do ano passado, recebi uma ligação de um amigo com quem partilhei parte da minha infância (meu p**o). Metemos o papo em dia — já havíamos ficado quase um ano sem falar — contamos o que cada um havia alcançado e o que cada um almejava, que, por astúcia da vibração que a gente carrega em nossas vidas, estavam interligados. Então, como jovem motivado, tático e inteligente que é, convidou-me para jantar fora no final de semana seguinte e trocar algumas ideias.
Eu estava atarefado — com alguns pendentes — fui claro com ele, que me entendeu, e remarcamos.
Quando liguei pra ele — três semanas depois — ainda estava com a mesma energia positiva com a qual havia feito o convite. Então, quando disse que pagaria, ele respondeu que, no máximo, dividiríamos a conta. Foi então que fiz a pergunta: “Já pensaste em qual restaurante vamos ou posso sugerir?”.
— Calma, eu fiz o convite, eu te surpreendo — disse ele, sorrindo e zoando. — Você me encontra só no Camama.
Tudo bem, eu disse.
Quando chegou o dia, ele ligou pra mim por volta das 16h: “Cota, acho que vamos adiar novamente”, disse ele. “Recebi uma notícia de última hora e parece que vou precisar desmarcar. Mas até às 17h te dou uma certeza, por favor não marque nada ainda.”
Quando eram 16h59, ligou pra mim e disse ser alarme falso e que nossa saída estava de pé — o que me custou uma mina, mas isso é outra história. Então, quando chegou a hora marcada, fomos e eu conheci o restaurante Melodia. Gostei muito do espaço, da recepção e dos atrativos que encontrei lá, ainda mais ao saber que tinha um bar VIP😏.
“Interessante”, eu disse.
“Eu sabia que ías amar, pohas, cota. E que tal fazeres uma proposta de logotipo para eliminar esse bem amador que eles usam?”
E o camarada veio com um discurso maluco e inteligente só pra me convencer a fazer.