Um Passo a Frente

Um Passo a Frente Um meio de interação e partilha de conteúdos sobre o mercado de Comunicação, Marketing e Comunicação na medida.

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26/05/2020

COMUNICAÇÃO, JORNALISMO, PÓS-VERDADE E FAKE NEWS

Quando o canadiano Marshall Mcluhan afirmou que “o meio é a mensagem”, estava a dizer que o veículo de comunicação utilizado determina o caminho da informação e a maneira como essa informação chega ao destinatário – ou não.
Antes da Internet – uma circunstância temporal que soa a história do tempo das cavernas nos ouvidos das gerações mais novas –, o assessor do líder de um Governo, quando tinha uma notícia importante para dar, escolhia previamente um jornal especializado em política, de preferência o mais influente. E a informação seguia o seu caminho até chegar ao público que o Governo pretendia atingir.

Actualmente, o mesmo assessor vai ao Twitter do líder do Governo e lança a informação que os jornalistas de todos os meios vão replicar. Quando está em causa um tuíte de Donald Trump, por exemplo, a repercussão pode ser internacional.
Na era digital, em que a informação circula a uma velocidade estonteante, a velha ordem foi subvertida.
Todas as notícias são para ontem porque têm de f**ar imediatamente online. É o preço da concorrência alucinante e feroz no espaço digital.
Quando há um acidente, a notícia é lançada na rede ainda sem que o jornalista saiba o número de mortos e feridos. Ou mesmo se há mortos ou feridos.
À escala planetária, em cada segundo são milhares e milhares de notícias e outros conteúdos que são lançados na rede. E todos comunicam com todos. Todos produzem notícias: governos, empresas, instituições e cidadãos. Todos, sem escrutínio, podem lançar conteúdos na rede, sejam verdadeiros ou falsos.
Esta pandemia do coronavírus, por exemplo, veio demonstrar que as redes sociais são cada vez mais concorrentes da televisão e do jornalismo livre e responsável.
De repente, políticos, líderes de opinião, empresas, outras organizações e os cidadãos mais activos nas redes descobriram as virtualidades das transmissões ao vivo. E, assim, criaram os seus próprios programas de debate ou entrevista, como se estivessem na televisão. Para grandes ou pequenas audiências, mas, seguramente, para audiências muito atentas, porque interessadas e próximas. No fundo, nichos de audiência, ou não estivéssemos agora numa era em que muitos comunicam para poucos. Ao contrário da era anterior à Internet, em que poucos comunicavam para muitos, através dos meios de comunicação tradicionais.
André Ventura foi dispensado esta semana da função de comentador de futebol e de justiça da CMTV e do jornal Correio da Manhã, mas pode abrir o seu canal no Youtube ou fazer a sua live no Facebook e continuar a educar a sua audiência com as ideias da extrema-direita, sem estar condicionado pela estratégia de um grupo de comunicação.
Líderes políticos como Donald Trump ou Jair Bolsonaro ignoram os jornalistas e comunicam directamente para os eleitores – e não com os eleitores… – através das redes sociais.

São famosos os tuítes de Donald Trump. O Twitter é uma rede social que o Presidente norte-americano gosta de utilizar, porque emite o que quer e tem a garantia da difusão por parte dos meios de comunicação, sem ter a maçada de ser contraditado por um jornalista interessado em tirar dúvidas.
O Presidente brasileiro Jair Bolsonaro está no Twitter, no Facebook e no Instagram. E fala quase diariamente, ao fim do dia, em transmissões em directo, alimentando, assim, as crenças e o argumentário dos seus seguidores em todo o país. São monólogos que têm repercussão garantida nos meios de comunicação e que escapam ao filtro do jornalismo.
Esta comunicação directa entre o político e os seus eleitores, veio dispensar o papel dos jornalistas e da comunicação social. O que veio agudizar a crise do jornalismo, a braços com a falência do velho modelo de negócio.
O problema do jornalismo é sobretudo um problema de financiamento. Porque a Internet e, sobretudo, as redes sociais vieram facilitar a vida aos políticos, mas também às empresas, às marcas e às instituições.

As empresas, as marcas e as instituições tornaram-se editoras da sua própria informação e tornaram-se criadoras da sua própria publicidade. Logo, deixaram de gastar somas gastronómicas em publicidade que antigamente alimentavam jornais, rádios, revistas e televisões.
Também por isso, uma parte da pouca publicidade que resta, e ainda assim, a título excepcional, é a publicidade pública, como ainda esta semana o Governo português decidiu atribuir aos meios de comunicação social no montante de 15 milhões de euros. É um apoio artificial que não vai resolver nenhum problema aos meios de comunicação. Daqui a três meses vão precisar de uma nova injecção de 15 milhões.
É neste contexto de enfraquecimento do jornalismo e das instituições reguladoras que se desenvolveu a era da pós-verdade e que prosperaram as fake news.
Não há nenhuma novidade na tentativa de falsif**ação da política através da distorção de factos e da informação. O que é novo é que estamos numa nova era em que as notícias falsas são exponenciadas pela Internet e pelas redes sociais. O crescimento é viral e o efeito é explosivo.

A novidade está nos palcos proporcionados pela tecnologia: o Facebook, o Google e o Twitter. Porque a tentativa de contar mentiras, o boato ou a falsif**ação da informação sempre existiu, desde os primórdios da Humanidade.
A pós-verdade é uma ironia do nosso tempo. Porque vivemos num tempo em que nunca houve tanta informação disponível. E, no entanto, os factos são cada vez mais desvalorizados, enquanto que as paixões e as crenças ganham força.
Mais: há quem seja capaz de convencer outras pessoas apelando a emoções ou crenças pessoais, tornando-as essas crenças mais importantes do que os factos objectivos.
No fundo estamos perante uma inversão da ordem das coisas. O normal seria, a partir de factos objectivos ou a partir de uma notícia, formar a nossa opinião.
Na pós-verdade acontece o inverso: a opinião das pessoas ou a sua crença sobrepõem-se aos factos e à verdade objectiva. É neste contexto que proliferam as notícias falsas.
Uma autêntica pandemia que tem feito com que os cidadãos tomem decisões equivocadas nas escolhas eleitorais, baseadas na emoção e em crenças pessoais, ao invés de decidirem com base em factos objetivos.

A atitude de líderes mundiais perante o coronavírus insere-se neste quadro da pós-verdade e das fake news.
Donald Trump não deu importância e queria reabrir a economia na última Páscoa. Bolsonaro, no Brasil, dizia que era “uma gripezinha”. O que é certo é que a gripezinha já provocou a demissão de dois ministros da Saúde e a morte de milhares de brasileiros – que são enterrados em valas comuns por falta de lugares nos cemitérios.
Como escreveram Fernando Esteves e Gustavo Sampaio no livro “Viral : A Epidemia de Fake News e a Guerra da Desinformação” (Edições Desassossego, 2019), as notícias falsas são “como uma indústria poluente”: é lucrativa para quem as produz – tão lucrativa que dá para ganhar eleições –, mas nociva para os eleitores que depois sofrem as consequências de políticas que, afinal, não queriam.

Por: Luís Paulo Rodrigues, consultor de comunicação.

12/02/2020

Aqueles que se adaptarem a mudanças irão prosperar rapidamente.

COMO TER SUCESSO NA DÉCADA DO MARKETING PERSONALIZADOAqueles que se adaptarem a mudanças irão prosperar rapidamenteA pub...
12/02/2020

COMO TER SUCESSO NA DÉCADA DO MARKETING PERSONALIZADO

Aqueles que se adaptarem a mudanças irão prosperar rapidamente

A publicidade digital evoluiu e, assim como os dispositivos móveis, está cada vez mais sofisticada e personalizada. Essa transformação possibilita que as estratégias de marketing sejam cada vez mais efetivas e permitem o surgimento de negócios que não seriam possíveis há dez anos.

Nos anos 1990, quando a internet estava em pleno crescimento, a publicidade era muito impessoal. Basta lembrar dos pop-ups inconvenientes que dominavam a internet para entender a drástica transformação dos anúncios ao longo do tempo. Agora, já é possível utilizar realidade aumentada para provar virtualmente um produto antes de comprá-lo ou tirar dúvidas com um bot em um aplicativo de mensagem antes de fazer ali mesmo um pedido.

E depois de uma década de personalização crescente, os profissionais de marketing estão exigindo cada vez mais da mídia, plataformas digitais e agências. Esse comportamento está tornando o marketing melhor, mas também está provocando uma transformação profunda no ecossistema em que vivemos até agora. Mas o que exatamente a próxima década reserva para a nossa indústria? Para começar, mais do mesmo — mais disrupções e mais personalização — e elas acontecerão ainda mais rápido do que antes.

Hoje, as inovações podem surgir em qualquer lugar (e não necessariamente nos Estados Unidos) e se espalhar em um ritmo impressionante. Por exemplo, poucos americanos fazem transações e negociam via aplicativos de mensagens, mas essa prática já é comum em outros lugares. Os consumidores na Ásia já vivem o “comércio conversacional” há anos, usando mensagens para comprar e vender produtos em vez de fazê-lo por um site. Esperamos que a conveniência de comprar por meio de mensagens cresça em todo o mundo em ritmo acelerado.

Se analisarmos uma das maiores e mais tradicionais experiências de consumo, como a compra de um carro, já vemos grandes mudanças. Um exemplo disso é montadora Renault, que usou uma combinação do Instagram Stories e de anúncios “click-to-Messenger” para impulsionar as vendas de um veículo de edição limitada na Itália, o Captur Tokyo. Em 30 dias, eles venderam 100 carros — sendo que 20 foram vendidos directamente pelo Messenger. Agora, imagine o potencial que a Realidade Aumentada e a Realidade Virtual têm ao permitir que o consumidor possa explorar um novo modelo de carro em sua própria casa, sem que a tenha que ir até a uma concessionária para poder entrar no veículo.

A próxima onda de inovações em mensagens, Realidade Aumentada e Realidade Virtual permitirá que os consumidores descubram, explorem e comprem produtos com mais eficiência. E isso também desafiará todas as práticas de marketing convencionais que conhecemos. Essas possibilidades também aumentarão as expectativas dos consumidores, e o desafio será ganhar e manter sua confiança.
Já sabemos que as pessoas também querem mais controle e transparência sobre como e quando uma empresa se aproxima delas, e com razão. Isso signif**a que marcas e empresas como o Facebook precisam oferecer mais conhecimento e controle sobre como suas informações são usadas.

Todas essas mudanças eventualmente exigirão que os profissionais de marketing se adaptem ainda mais rápido. Em outras palavras: as empresas que demorarem a se adaptar aos novos comportamentos do consumidor terão mais dificuldade em sobreviver.

Os melhores profissionais de marketing de hoje sabem que as pessoas adotarão um novo aplicativo, dispositivo ou comportamento muito mais rápido do que o departamento de marketing adotará. Uma tática que pode ter funcionado no ano passado pode não ser mais ef**az hoje, e o maior erro que podemos cometer é chegar atrasado ou perder totalmente o momento. Os processos de planeamento anual somente serão ef**azes se possibilitarem que adaptações possam ser feitas rapidamente à medida que novas tendências surgem.

Velocidade, flexibilidade e persistência são hoje os diferenciais de muitas marcas disruptivas e bem-sucedidas e, para a próxima década, essas características serão vitais. Se hoje esperamos poucos dias para a entrega de um produto, em breve, serão apenas horas. O tempo entre a ideia de um novo produto e o seu lançamento dura seis meses ou menos. No passado esse processo levava anos [IAB, fevereiro de 2019]. E, como muitas marcas de relacionamento directo com o consumidor já demonstraram, uma vez que você encontra o produto adequado para o mercado, sua marca pode se tornar amplamente conhecida em um ou dois anos.

O ritmo e o nível da competição f**arão mais e mais intensos. As empresas, especialmente as grandes corporações, precisam aprender a se mover rapidamente, persistir e sair da famosa zona de conforto. A complexidade de hoje demanda mais dos profissionais de marketing, agências e consultorias – mas também apresenta excelentes oportunidades para quem se prepara para gerenciar um mundo em constante mudança.
Ao entrarmos nesta nova década, se preparar para disrupções é tão importante quanto lutar para preservar o que funcionou no passado. Há muita incerteza, mas essa é uma aposta concreta para a década que está começando: aqueles que se adaptarem a mudanças irão prosperar rapidamente.

Começa agora!
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11/11/2019

É hora de dar as boas-vindas aos elementos e atributos contextuais, que analisam a semântica dos conteúdos para entregar comunicação e experiências sob demanda para o consumidor...

PRINCIPAIS TENDÊNCIAS DO MARKETING PARA 2020Pesquisa da Infobase Interativa avalia que o factor humano será responsável ...
08/11/2019

PRINCIPAIS TENDÊNCIAS DO MARKETING PARA 2020

Pesquisa da Infobase Interativa avalia que o factor humano será responsável por influenciar diversos aspectos

Entre as principais tendências para o mercado de marketing para o ano que vem, a Infobase Interativa destaca:

PROPÓSITO E TALENTO
– Deixar seu propósito claro para os consumidores

EXPERIÊNCIA HUMANA
– Utilizar a experiência do usuário para influenciar os processos
– Usar a tecnologia para acompanhar as mudanças rápidas do mercado

FUSÃO E AGILIDADE
– Se unir a outras empresas
– Expandir sua área de actuação

CONFIANÇA E PARTICIPAÇÃO DO CONSUMIDOR
– Utilizar metodologias ágeis
– Conquistar a confiança dos consumidores

MARKETING PARA AMANHÃ
A partir das tendências identif**adas, vimos que o factor humano irá influenciar diferentes aspectos do marketing – desde processos internos à participação do consumidor. É importante, portanto, adoptar estratégias mais velozes, multidisciplinares e humanizadas para se manter relevante para o mercado.

No mercado angolano não será diferente, as empresas terão que combinar o “ofline e online” para interagir e estar cada vez mais próximo do seu consumidor. O mercado é dinâmico e aos poucos as empresas vão sentindo essa necessidade de dinamizar a forma como comunicam e passar a envolver o consumidor no processo de criação.

COMO O DIGITAL MUDOU A FORMA COMO COMPRAMOSSimples, cómodo e flexível: três conceitos que descrevem o pensamento das pes...
28/10/2019

COMO O DIGITAL MUDOU A FORMA COMO COMPRAMOS

Simples, cómodo e flexível: três conceitos que descrevem o pensamento das pessoas relativamente ao processo de compra online.
Em casa, no trabalho ou até mesmo a milhas de distância, tudo se tornou mais simples com a evolução da tecnologia associada ao processo de compra online. As pessoas já não têm que esperar horas intermináveis numa fila para experimentar ou pagar um produto, estar limitadas aos horários de funcionamento de uma loja ou f**ar reduzidas à oferta que as rodeia.
Inicialmente passámos por uma fase de descoberta, de incerteza e de questões de segurança, que, de certa forma, nos impeliam a fazer compras de menor valor ou a pedir a amigos que as fizessem por nós. Aos poucos, a máquina foi crescendo, tornando-se o processo de compras online num ato comum e bastante prático.
Neste momento já ultrapassámos a fase em que as pessoas começaram a confiar nos canais digitais para comprar produtos de elevada qualidade e recebê-los praticamente no momento em que finalizam o processo de aquisição. Os consumidores procuram estar associados a marcas que gostam e com as quais sentem uma ligação.
É aqui que entram dois conceitos essenciais que influenciam diariamente o comportamento de compra online: content marketing e precision marketing. O primeiro conceito foca-se na capacidade de produzir, publicar e promover conteúdos. Nesta fase os consumidores procuram interagir com as marcar em diversos touchpoints e saber qual é a sua história. A evolução das redes sociais teve um impacto quase directo e decisivo neste ponto, uma vez que, parecendo contraditório, geram uma proximidade grande com o consumidor conseguindo
comunicar directamente de forma disruptiva e criativa através destes canais. Já o segundo conceito prende-se com a capacidade de hipertargetizar expectativas com base em comportamentos, desejos e compras anteriores. O uso de ferramentas de analytics e SEO tem um papel fundamental, uma vez que permite filtrar audiências especif**as e customizar conteúdos de forma a obter a uma conversão mais directa.
Tudo se tornou mais fácil, menos racional e mais imediato. As pessoas têm acesso a mais opções que são apresentadas de acordo com os interesses e pesquisas anteriores, o processo foi optimizado tornando-se mais ef**az. Não temos que perder muito tempo para encontrar o que procuramos. Temos acesso a uma panóplia de produtos, lojas não só nacionais como internacionais e stocks quase ilimitados. O apoio ao cliente está disponível 24 horas, 7 dias por semana, sendo o atendimento cada vez mais personalizado.
Em suma, assim como as marcas, o consumidor tem agora uma identidade que é valorizada e que influência o processo de compra que se tornou mais frequente. A verdade é que as pessoas compram mais e o mercado de e-commerce continua a crescer.

Por: Catarina Gil, Project manager da Boost.

PLANO DE JORNADA E PLANO DE MÍDIAIdentif**ar quem é o shopper e o consumidor não é mais suficiente para entregar resulta...
21/10/2019

PLANO DE JORNADA E PLANO DE MÍDIA
Identif**ar quem é o shopper e o consumidor não é mais suficiente para entregar resultados relevantes

Não, este não é mais um texto sobre o futuro da mídia convencional ou a eterna discussão entre online e off-line. É apenas uma reflexão para olharmos o nosso planejamento de comunicação por outro ponto de vista. Um olhar diferente que pode, em situações específ**as, trazer um retorno bem maior para os anunciantes e suas marcas.

Quando falamos de conversão, principalmente, mas não só no ambiente digital, o mindset tradicional de focar em um ou mais públicos-alvo pode ser uma grande armadilha. Não quero dizer que não é importante saber para quem estamos querendo vender, mas sim que é possível ter insights bem mais poderosos e ef**azes se olharmos para as jornadas que podem levar a essas transações. As decisões de compra são cada vez menos simples, as pessoas obedecem a menos padrões e seu comportamento pode variar muito dependendo da categoria ou do momento.

As jornadas de compra, há algum tempo, deixaram de ser lineares e passaram a ser bem mais semelhantes a uma grande teia. E, a cada ano que passa, essa teia f**a mais e mais complexa. Online ou off-line, mobile ou desktop, esqueça esse tipo de divisão. O caminho pode começar em um dispositivo, passar por outro e terminar em um terceiro, ou mesmo voltar para o primeiro. E isso não é nenhuma novidade. A novidade é que nos cruzamentos dessas jornadas podemos encontrar espaços para gerar novos gatilhos de venda se formos capazes de dar o estímulo certo no momento certo para a pessoa certa. Esse é um tema que tem sido tratado em diversos artigos e estudos, mas que ainda vemos pouco refletido nos planos apresentados pelas agências.

O crescimento das ferramentas digitais e do e-commerce permite fazer inúmeros cruzamentos de jornadas que seriam inimagináveis quando a compra era feita apenas em lojas físicas. Entender os momentos, as motivações e os caminhos do shopper possibilita a criação de estímulos e o aperfeiçoamento da experiência, que dificilmente seriam aplicáveis há uma década.

Identif**ar e conhecer profundamente quem é o shopper e o consumidor de determinada marca, produto ou serviço, não é mais, definitivamente, suficiente para entregar resultados realmente relevantes. É conhecendo a jornada e identif**ando cruzamentos e possíveis oportunidades que nos tornamos capazes de conectar com os shoppers não apenas no ponto de venda, mas no mundo. Quando e onde as pessoas estiverem. E, assim, transformar todos esses pontos de contato em momentos de conversão. E isso vai muito além de trabalhar “apenas” com os dados disponíveis: depende de um profundo conhecimento do comportamento do shopper para acharmos novos pontos de contato para estimular uma compra que não estava prevista naquela jornada. E digo que precisamos ir além dos dados porque estamos falando de entender o comportamento para criarmos situações que ainda não foram mapeadas. Se vão dar certo? Só fazendo para saber. Essa é a magia do test & learn.

Por isso, se você ainda não está olhando para a jornada, te faço esse convite. Um mundo inteiro de possibilidades vai se abrir. A base de dados e o profundo conhecimento dos consumidores é extremamente importante, mas podemos dar um passo adiante e utilizá-los para abrir mais possibilidades e para procurar não apenas pelo público-alvo, mas sim passar a buscar e mirar também em momentos-alvo.

LinkedIn apresenta feature de eventosPlataforma começa a disponibilizar globalmente ferramenta que permite criar e busca...
18/10/2019

LinkedIn apresenta feature de eventos

Plataforma começa a disponibilizar globalmente ferramenta que permite criar e buscar encontros profissionais no mundo offline.
O LinkedIn anunciou nesta semana o lançamento oficial de sua ferramenta de eventos. A nova funcionalidade habilita empresas e usuários a criarem e compartilhem workshops, fóruns, conferências, cursos e outras modalidades de eventos que estão organizando. Também permite descobrir iniciativas do seu interesse na rede profissional.

A iniciativa já havia sido apresentada em novembro do ano passado, ainda em fase de te**es, nas cidades de Nova York e São Francisco. Agora, a plataforma está expandindo a feature para todos os países de língua inglesa e, nos próximos meses, será lançada gradualmente em outros mercados.
O LinkedIn afirma que a intenção é ajudar seus usuários a construírem e desenvolverem relações também offline. Segundo dados internos, reuniões presenciais aumentam as chances de conexão no LinkedIn de 20% para 80%.

*Crédito da imagem do topo: Reklamlar/ iStock

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