13/08/2026
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NÃO É A MAIOR AMEAÇA AOS EMPREGOS, MAS SIM A FALTA DE PREPARAÇÃO, DIZ ESPECIALISTA EM RECURSOS HUMANOS
O Gestor Master e Consultor de Recursos Humanos, Jelson Cristóvão, defende que a Inteligência Artificial (IA) pode transformar várias profissões e substituir determinadas tarefas, mas considera que o principal risco para os trabalhadores é não se prepararem para as mudanças do mercado de trabalho.
Num artigo de reflexão, Jelson Cristóvão afirma que a “IA” já está presente nas empresas, sendo utilizada para pesquisar informações, produzir conteúdos, analisar dados, automatizar processos, recrutar pessoas, atender clientes e apoiar decisões.
“O verdadeiro risco não é a IA. É a falta de preparação.”
Segundo o consultor, os profissionais terão de adoptar uma cultura de aprendizagem contínua, desenvolvendo competências digitais sem deixar de fortalecer capacidades humanas como pensamento crítico, criatividade, inteligência emocional, comunicação, liderança, ética e tomada de decisões.
Jelson Cristóvão alerta também que a responsabilidade não deve recair apenas sobre os trabalhadores. Para o especialista, as empresas precisam investir em formação e requalif**ação profissional, preparando os funcionários para funções que serão transformadas pela tecnologia.
No contexto de Angola, defende que empresas públicas e privadas, instituições de ensino, bancos, seguradoras, hospitais e outras organizações devem encarar a IA como uma questão de competitividade, empregabilidade e desenvolvimento humano.
“Não precisamos de preparar trabalhadores para competir contra máquinas. Precisamos de preparar pessoas para trabalhar com máquinas, liderar pessoas, tomar decisões e criar soluções.”
Para o consultor, o profissional mais competitivo do futuro não será necessariamente aquele que sabe tudo, mas aquele que mantém a capacidade de aprender, desaprender e reaprender.
“A verdadeira ameaça é a nossa incapacidade de nos prepararmos para aquilo que já está a acontecer.”