11/10/2019
Para quem eu quero vender?
Comunicação é algo inato, já nascemos nos comunicando seja através do choro, dos gestos das expressões faciais. Antes mesmo de dominarmos o código (idioma) conseguimos nos expressar e transmitir uma mensagem contendo as nossas necessidades mais primitivas. Por essa razão, por ser “tão natural quanto andar para a frente”, é comum vermos tanta gente se aventurando pelas ondas da comunicação. Neste breve artigo, falaremos um pouco sobre como é possível comunicar bem a sua marca, utilizando o caminho mais seguro entre você e o seu cliente, sem desperdiçar recursos. Em tempos de alta competitividade, o investimento inteligente pode fazer A DIFERENÇA a na sobrevivência do seu negócio.
Empresários dos mais diversos ramos da economia nos reportam com relativa frequência, geralmente na primeira reunião de atendimento, que implantaram sem sucesso uma série de ideias inovadoras a respeito de produtos ou serviços que eles poderiam passar a oferecer, ou mesmo adotar “políticas de vendas” oriundos do feedback de clientes. Outras vezes investiram consideráveis quantias em carro de som, rádio, jornal, outdoor, panfletagem e um sem número de iniciativas – a maioria delas fracassadas. Então questionam: se sigo a máxima da “razão do cliente”, invisto em publicidade e isso não funciona. Se propaganda é a alma do negócio, por que não consigo impulsionar minhas vendas investindo em mídia?
Patrick Charaudeau, descreve o ato de linguagem (comunicação) como uma expedição e uma aventura. Neste aspecto, é necessário que esta comunicação esteja em perfeita sintonia entre os três agentes que participam do projeto: o comunicante, o interpretante e o destinatário ideal. Não esmiuçaremos aqui a persona de cada um desses sujeitos em virtude de sua complexidade, mas apenas nos valeremos deles para oferecer ao nosso leitor uma referência segura daquilo que passamos a tratar. O autor prossegue, explicando que “para ser bem-sucedido nessa expedição, o sujeito comunicante fará uso de contratos e de estratégias”. Nesse sentido contrato quer dizer que o indivíduo precisa estar, de certa forma, disposto a receber e participar da comunicação. Estratégia é um conjunto de medidas que fazem com que a mensagem tenha efeito de persuasão ou sedução. Chega o momento em que o sujeito interpretante se identifica (ou não) com o destinatário ideal e assume como verdade (ou não) o que foi comunicado. É um modelo bem simples, fácil de compreender mas trata a princípio de um ato de linguagem constituído da maneira ideal. Devemos admitir que quase sempre ele não se concretiza. Muitas são as situações que que o interpretante não “assina o contrato”, não assume ou se identifica com a mensagem porque, de fato, ela pode não ter sido feita PARA ele.
Tratamos destas questões para mostrar a você que o insucesso da sua comunicação pode estar na lacuna que separa sua marca do seu público ideal. Quero deixar a seguinte reflexão: você conhece do seu público? Seja qual for a sua resposta, tente responder às seguintes questões:
- Quem é meu público-alvo?
- Onde ele está? Do que ele gosta e precisa?
- A minha empresa reúne as condições de atender às suas demandas?
- Quem, de verdade, eu quero como cliente?
Mas seja honesto, sem lançar mão de afirmações clássicas, do tipo “não escolho clientes”. O fato de tratar a todos que procuram pelo seu produto com respeito e merecedores de atenção e resolutividade para seus anseios não o exime da responsabilidade de conhecê-los profundamente. Mesmo não escolhendo se você os quer, se você deseja que eles sejam seus clientes, você precisa atraí-los e conquistá-los e não há outra maneira de fazer isso: é essencial estudar o seu público.
Sugiro que responda consciente e honestamente a essas questões. Tente afastar-se de sua “cria” e passe a observá-la com olhar mais crítico.
Um abraço!
Equipe Soluções
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