30/05/2026
O projeto de renovação e ampliação da frota destinada ao transporte hidroviário de minério de ferro e manganês no corredor da hidrovia Paraguai-Paraná avança com a entrega de novas embarcações e investimentos em estaleiros nacionais. Financiada com R$ 3,2 bilhões do Fundo da Marinha Mercante (FMM), a iniciativa prevê a construção de 400 barcaças e oito empurradores para a LHG Logística e é uma das maiores operações em andamento na indústria naval brasileira.
Um dos marcos recentes do programa ocorreu nesta semana, com o lançamento ao rio de uma barcaça construída no Estaleiro Juruá, em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus.
As embarcações estão sendo produzidas em quatro estaleiros das regiões Norte e Nordeste e serão entregues gradualmente ao longo dos próximos anos. Até o momento, 72 barcaças já foram concluídas e entraram em operação. Outras 98 embarcações e seis empurradores seguem em diferentes fases de construção.
No Amazonas, o Estaleiro Juruá responde por 128 das 400 barcaças previstas no projeto. A unidade já entregou 27 embarcações e mantém outras 51 em produção, consolidando-se entre os principais polos da indústria naval envolvidos na iniciativa.
O objetivo é ampliar a capacidade de transporte de minério extraído em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, utilizando a hidrovia Paraguai-Paraná como principal corredor logístico para exportação. O trajeto percorre cerca de 2,5 mil quilômetros até o terminal de Nova Palmira, no Uruguai, de onde a carga segue para o mercado internacional.
Além do impacto sobre a cadeia mineral, o empreendimento é visto pelo governo federal como uma estratégia para fortalecer a construção naval brasileira e ampliar o uso do transporte hidroviário, considerado mais eficiente para grandes volumes de carga e com menor emissão de gases de efeito estufa em comparação ao modal rodoviário.