Rachel Patrocínio - Estratégia e Branding

18/09/2026

O mercado é para os posicionados.

E posicionamento exige clareza.

Ao construir uma estratégia de branding, a clareza sobre o negócio em si é a base de toda a construção que será desenvolvida para potencializar resultados.

Antes de pensar no que uma marca vai comunicar, eu preciso entender o que ela sustenta. Onde está seu valor. Quais são suas forças. O que precisa ser potencializado. Onde estão as oportunidades e, principalmente, qual lugar queremos construir para ela no mercado.

É a partir dessa leitura que estratégia começa a ganhar direção.

Clareza é inteligência estratégica aplicada ao branding.

É ela que ajuda uma empresa a decidir quais oportunidades fazem sentido e quais precisam ser recusadas. Quais produtos devem ganhar protagonismo. Que experiências precisam ser construídas. Com quem vale estabelecer parcerias. Onde investir recursos. Que narrativa sustentar. E quais códigos precisam ser repetidos até se tornarem associação de marca.

Quando existe clareza, decisões deixam de ser movimentos isolados e passam a construir uma mesma direção.

O conteúdo comunica.
O comercial reforça.
A experiência comprova.
A cultura sustenta.
O relacionamento amplia.

E o mercado começa a entender qual lugar aquela marca pretende ocupar.

Marcas fortes são aquelas que têm clareza suficiente para reconhecer o que fortalece sua construção e o que apenas gera movimento sem direção.

Em branding, clareza não limita possibilidades.

Ela dá direção para crescer sem perder significado.

Você pode gostar ou não do look. Mas, quando analisamos a escolha sob a perspectiva de branding e visibilidade, existe u...
16/09/2026

Você pode gostar ou não do look. Mas, quando analisamos a escolha sob a perspectiva de branding e visibilidade, existe uma estratégia interessante por trás dela.

Ao comparecer ao GP da Espanha de Fórmula 1, Virgínia Fonseca escolheu uma produção inspirada no universo motocross, com elementos que conversavam diretamente com a estética racing daquele ambiente.

Mas não era um look para passar despercebido.

Em um evento de projeção internacional, cercado por fotógrafos, celebridades, atletas e veículos de comunicação, Virgínia fez uma escolha de imagem capaz de disputar atenção.

E conseguiu.

O visual repercutiu nas redes sociais, virou pauta em veículos brasileiros e chegou à imprensa internacional.

A roupa deixou de ser apenas roupa e passou a funcionar como um ativo de comunicação.

E tem outro ponto importante: Virgínia não apenas usou o look. Ela sustentou a produção com personalidade.

Postura, atitude, segurança e a maneira como ela se apresentou ajudaram a transformar uma escolha estética em presença.

No Personal Branding, não basta vestir um código. É preciso conseguir incorporá-lo à narrativa que você deseja comunicar.

Imagem também pode ser estratégia de tráfego orgânico.

Quando você possui uma marca pessoal com enorme alcance, cada aparição pública tem potencial para gerar mídia espontânea, buscas, comentários, compartilhamentos e circulação do seu nome para além da sua própria audiência.

Virgínia poderia ter escolhido uma produção discreta e adequada ao contexto. Mas provavelmente não teria provocado o mesmo volume de conversa.

E esse tipo de discussão faz parte do que ela busca como marca.

Ela escolheu elementos racing, conectou sua imagem ao universo do evento e acrescentou um componente fundamental para quem busca visibilidade: impacto.

Gostar ou não gostar do resultado pertence ao campo do gosto pessoal.

Estratégia precisa ser analisada a partir do objetivo.

Se o objetivo era gerar atenção, mídia espontânea e ampliar a circulação da sua marca pessoal, independente da polêmica, o look cumpriu sua função.

No branding, até aquilo que você veste pode se transformar em ponto de contato.

15/09/2026

Conteúdo nunca deveria ser tratado como uma sequência de posts para manter uma marca ativa nas redes sociais.

Para mim, conteúdo é posicionamento.

A linha editorial escolhida, os assuntos que uma marca decide sustentar, as narrativas que constrói, a estética que apresenta, a forma como mostra seus produtos e serviços e até aquilo que escolhe não comunicar ajudam a construir percepção.

E percepção é uma parte importante do valor de marca.

Quando trabalho o Branding 360 de um negócio, gosto de olhar para o conteúdo dentro dessa macro estratégia.

Entender quais mensagens precisam ganhar força, quais atributos queremos associar à marca, como traduzir diferenciais em narrativas e, principalmente, como criar coerência entre aquilo que o negócio é, comunica e entrega.

Uma boa estratégia de conteúdo precisa ter intenção.

Cada pauta pode reforçar autoridade, gerar desejo, educar o mercado, aproximar pessoas, apresentar uma solução, evidenciar um diferencial ou fortalecer determinados códigos da marca.

Por isso, gosto de acompanhar esses movimentos de perto.

Participar da construção dos conteúdos produzidos, discutir narrativas, ajustar direcionamentos, pensar na apresentação dos produtos e serviços, trazer os parceiros certos para integrar o time, observar a estética e entender se tudo aquilo continua conversando com o posicionamento que estamos construindo.

Branding acontece também na repetição consistente desses pequenos sinais.

A curadoria de conteúdo ensina o mercado a perceber, compreender e reconhecer uma marca.

E aqui deixo meu agradecimento à Fabi por me permitir estar tão perto da construção do seu sonho, a Fabi Soutto Mayor Cozinha Afetiva.
É muito especial poder contribuir estrategicamente para que tudo aquilo que ela sonhou ganhe forma, significado, experiência e espaço no mercado.

Obrigada, Fabi, pela confiança e por me permitir fazer parte dessa construção, desde antes dessas portas se abrirem ao publico.

Em 2026, a C&A celebra 50 anos no Brasil com a campanha “Contos de Encontros”, revisitando pessoas que ajudaram a constr...
14/09/2026

Em 2026, a C&A celebra 50 anos no Brasil com a campanha “Contos de Encontros”, revisitando pessoas que ajudaram a construir a relação da marca com diferentes gerações.

E um desses reencontros é especialmente simbólico: Sebastian está de volta.

Durante anos, sua imagem, sua dança, sua voz e seu jeito irreverente foram associados à C&A. Ele deixou de ser apenas um garoto-propaganda para se transformar em um verdadeiro código de marca.

Códigos fortes são características de marcas fortes.

Ao trazer Sebastian de volta, a C&A ativa reconhecimento, memória e repertório. Para quem viveu aquela época, ele desperta lembranças de campanhas, bordões e sensações associadas à marca. Para novas gerações, apresenta um personagem que ajudou a construir sua história.

É o passado funcionando como estratégia no presente.

Existe ainda outra camada importante: Sebastian ocupou um espaço de protagonismo na publicidade brasileira em um período em que a representatividade racial ainda era, infelizmente, pouco comum.

Por isso, não vejo esse movimento apenas como nostalgia. Vejo legado, consistência, pertencimento e continuidade de narrativa.

Marcas fortes precisam reconhecer quais elementos da sua história ainda carregam significado e encontrar novas maneiras de colocá-los em circulação.

E a C&A trouxe justamente esses elementos autorais para o presente, transformando memória em estratégia e sua própria história em força de marca.

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O Rock in Rio nunca foi apenas sobre música.Criado em 1985, o festival atravessou gerações, expandiu fronteiras e constr...
09/09/2026

O Rock in Rio nunca foi apenas sobre música.

Criado em 1985, o festival atravessou gerações, expandiu fronteiras e construiu algo muito maior do que um evento: construiu um universo de marca.

E tem muita coisa para aprender com ele e aplicar no nosso negócio:

✔️Marca forte cria território próprio: o Rock in Rio não disputa apenas o território dos festivais. Ele ocupa entretenimento, cultura, comportamento e experiência.

✔️Experiência também é produto: o público não compra apenas um show. Compra a possibilidade de viver algo e dizer: “eu estava lá”.
✔️Rituais fortalecem marcas: a expectativa, os looks, os encontros, os palcos, a Cidade do Rock. Tudo ajuda a construir códigos reconhecíveis.
✔️Branding também se constrói com memória: quem viveu uma edição carrega histórias. Marcas fortes sabem ocupar a memória coletiva.
✔️Pertencimento gera comunidade: pessoas não querem apenas consumir marcas. Querem fazer parte de algo que também diga alguma coisa sobre elas.
✔️Consistência não significa repetição: o festival muda artistas, experiências e ativações sem perder aquilo que faz dele Rock in Rio.
✔️Parcerias precisam ampliar a experiência: as melhores ativações não entregam apenas exposição. Elas acrescentam valor à jornada.
✔️Uma marca pode ser maior do que aquilo que vende: música é parte da entrega. O verdadeiro ativo é o significado construído ao redor dela.

O Rock in Rio nos lembra que marcas memoráveis não são construídas apenas para serem reconhecidas.

São construídas para serem vividas, lembradas e desejadas novamente.

07/09/2026

Reputação não se constrói de imediato.

Ela precisa de tempo.

Tempo para o mercado observar.
Tempo para as pessoas experimentarem.
Tempo para aquilo que você comunica ser confrontado com aquilo que você entrega.

Uma boa entrega pode gerar atenção.
Uma boa campanha pode ampliar visibilidade.
Um conteúdo pode viralizar.
Um posicionamento bem construído pode despertar interesse.

Mas reputação é outra coisa.

Ela nasce do somatório de ações, escolhas, entregas e comportamentos ao longo do tempo.

É o que você diz.
O que você faz.
Como você entrega.
Como responde quando algo dá errado.
Como trata as pessoas.
E o quanto tudo isso permanece coerente com o passar dos anos.

Reputação não é reflexo de um momento.

Ela é resultado de microações que, acumuladas e repetidas ao longo do tempo, constroem uma percepção sobre você ou sobre a sua marca.

Até que, pouco a pouco, o seu nome ou o nome do seu negócio passa a ser associado à solução que você entrega.

Você ocupa um espaço na memória das pessoas.
Passa a ser lembrado por aquilo que faz, pela forma como faz e pelo valor que traz para o jogo.

Existe uma variável que nenhuma estratégia consegue substituir: o tempo.

Confiança precisa de evidências.
E evidências precisam de consistência ao longo dos anos.

No meu trabalho com marcas, penso muito menos em ações isoladas e muito mais no rastro que estamos construindo para os negócios.

Para mim, reputação é aquilo que o tempo confirma sobre quem você escolheu ser, repetidamente.

A Lacoste não abriu apenas um café em São Paulo. Ela ampliou o território de experiência da marca.A inauguração do prime...
03/09/2026

A Lacoste não abriu apenas um café em São Paulo. Ela ampliou o território de experiência da marca.

A inauguração do primeiro Café Lacoste da América Latina, no Shopping Cidade Jardim, revela um movimento importante de Brand Building: transformar códigos de marca em experiências capazes de ser vividas pelo consumidor.

O crocodilo, o verde característico, as referências ao tênis, o savoir-faire francês e a icônica camisa polo deixam de existir apenas no produto e passam a ocupar o ambiente, a gastronomia, o serviço e os detalhes da experiência.

O espaço traz referências a Roland-Garros, utiliza verde, terracota e branco na ambientação, serve em porcelanas de Limoges e leva elementos da marca até para o cardápio, com os Polo Cakes inspirados em sua peça mais emblemática. No Brasil, a experiência ganhou ainda um blend exclusivo desenvolvido com grãos nacionais.

Tecnicamente, estamos falando de uma estratégia de extensão do universo de marca.

A Lacoste amplia seus pontos de contato e cria uma oportunidade para que o consumidor permaneça mais tempo dentro do seu universo simbólico, mesmo quando não está comprando uma roupa.

Isso fortalece associações, gera memória, estimula conteúdo espontâneo e transforma identidade em experiência.

É também reflexo de uma mudança no consumo: marcas fortes não disputam apenas venda. Disputam atenção, tempo, repertório e pertencimento.

Quando uma marca consegue sair da categoria de produto e construir um lifestyle reconhecível, amplia suas possibilidades de relacionamento com o consumidor.

A Lacoste continua vendendo polos.
Mas seu território de marca já é muito maior do que elas.

01/09/2026

Construir ou potencializar uma marca com um cliente, para mim, é muito mais do que entregar uma estratégia. É entrar em um negócio com profundidade suficiente para enxergar possibilidades que, muitas vezes, ainda não foram percebidas.

Tudo começa pela escuta.

Antes de propor, eu preciso compreender. A história, o momento do negócio, as inquietações, os objetivos, os desafios e, principalmente, aquilo que faz aquela marca ser única.

Depois, vem o olhar estratégico.

Analisar o cenário. Entender o mercado. Observar movimentos de comportamento e consumo. Mapear concorrentes. Identificar forças que podem ser potencializadas, fragilidades que precisam ser trabalhadas e oportunidades que podem abrir novos caminhos.

É nesse processo que planejamento e sensibilidade precisam caminhar juntos.

Meu trabalho não envolve aplicar fórmulas prontas. Envolve conectar pontos. Perceber o que faz sentido para aquele negócio, naquele momento, considerando sua essência, sua capacidade de entrega e o espaço que pode ocupar no mercado.

Muitas vezes, meu papel é também sobre ajudar o cliente a enxergar o próprio negócio por uma perspectiva diferente.

Uma nova experiência. Uma parceria possível. Um ajuste no portfólio. Uma oportunidade de posicionamento. Uma narrativa que ainda não havia sido explorada. Um movimento capaz de ampliar valor percebido e gerar novas possibilidades de crescimento.

É por isso que acredito tanto em uma construção próxima, feita com escuta ativa, análise, planejamento, repertório e acompanhamento.

Quero construir, junto com meus clientes, marcas mais conscientes de quem são, mais claras sobre o valor que entregam e mais preparadas para enxergar possibilidades e transformá-las em caminhos de expansão.

Como amante da música country, Dolly Parton sempre ocupou um lugar especial no meu coração.Muito antes de olhar para sua...
31/08/2026

Como amante da música country, Dolly Parton sempre ocupou um lugar especial no meu coração.

Muito antes de olhar para sua trajetória pela perspectiva de Branding, eu já admirava sua música, sua personalidade e a maneira tão particular como escolheu se apresentar ao mundo.

Dolly nos deixou na última semana, mas nos presenteia com um legado que ultrapassa a música e traz lições sobre construção de marca:

✔️Tenha códigos de marca reconhecíveis: cabelo, brilho, figurinos, maquiagem, voz. Você não precisava ver o nome para saber que era Dolly.

✔️Diferenciação exige coragem: ela transformou justamente aquilo que poderia ser considerado exagerado em assinatura.

✔️Consistência não significa ficar parado:
Dolly atravessou décadas e gerações. Evoluiu sem perder sua essência.

✔️Sua história é um ativo de marca: origem, família e suas raízes no Tennessee sempre fizeram parte de sua narrativa.

✔️Autenticidade é sobre coerência: imagem fala, história e valores sustentavam a mesma narrativa. Dolly nunca precisou parecer menos Dolly.

✔️Marca forte ocupa novos territórios: música, cinema, televisão, negócios, Dollywood, livros e projetos sociais, sem perder identidade.

✔️Propósito precisa virar ação: sua Imagination Library transformou sua história em um projeto internacional de incentivo à leitura.

✔️Conexão é mais poderosa do que audiência: Dolly construiu vínculo afetivo com diferentes gerações.

✔️Marca pessoal pode se transformar em um ecossistema: ela transformou reconhecimento e significado em negócios, experiências e projetos.

Dolly construiu reconhecimento, diferenciação, consistência e conexão sem abrir mão daquilo que a tornava única.

E talvez essa seja sua maior aula sobre Branding: você precisa ter coragem para construir, sustentar e potencializar aquilo que faz de você, você.

Dolly fez isso como poucas.

E talvez seja por isso que, para quem sempre a carregou no coração, ela continue por aqui.

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Belo Horizonte, MG
30110-039

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