19/05/2026
Como começar a falar sobre a minha performance na ?
Talvez com a verdade.
ESTOU FRUSTRADO PRA C@R@ #%0.
Porque ninguém vê só a medalha.
Ninguém vê o que acontece nas mais de 20 semanas antes da linha de chegada.
Nesse ciclo eu perdi 12kg.
Tomei géis e isotônicos de gosto questionável.
Comprei tênis de alta performance.
Segui à risca o treinamento de um aplicativo famoso.
Treinei no calor, na chuva, cedo demais, cansado demais e até em dias que nem deveria treinar.
Destruí roupas com protetor solar e antiatrito.
Usei meias de compressão que deixavam meu pé completamente amassado.
Acabei com a película do óculos de corrida por causa do suor.
E pra quê?
Pra descobrir que o corpo aguenta muito mais do que a mente imagina.
Nesse processo vieram os melhores tempos da minha vida de corredor amador (entusiasta) segundo o Strava:
10K 00:41:20
15K 01:02:08
20K 01:23:26
21K Meia Maratona 01:28:10
30K 02:06:02
42K Maratona 03:07:35
“Mas André… sua meta não era o índice de da sua faixa etária, que é 03:15:00?”
Era. E consegui.
Mas quem corre sabe.
Atrás de um índice sempre existe outro sonho escondido.
E atrás desse índice está o sub 3 horas.
A maratona é engraçada.
Ela te ensina que mesmo quando você alcança algo enorme, ainda consegue sair da prova sentindo que deixou alguma coisa pelo caminho.
No meu caso, os 30K continuam sendo o ponto onde tudo começa a desmoronar.
É ali que meu corpo cobra a conta.
É ali que a prova realmente começa.
Esse ano ainda tenho mais uma tentativa na (42k).
E eu quero chegar diferente.
Então, aceito dicas.
Aceito experiências.
Aceito aprender com quem já atravessou essa barreira.
Porque uma coisa eu sei:
A frustração também pode virar combustível.
E apesar do cansaço, apesar da dor e apesar da sensação de “ainda não foi dessa vez”…
Eu vou para o segundo round. Vou com a ajuda