26/05/2026
Quando começamos o projeto gráfico do livro do Minas, a primeira pergunta foi essa: o que faz um esporte funcionar visualmente?
Antes de qualquer jogada, antes de qualquer regra fazer sentido, tem uma geometria ali. O meio de campo, a área do gol, as raias da piscina, a rede do tênis, os quadrados do tatame do judô. Essas formas não estão no fundo do jogo por acaso. Elas organizam tudo.
Foi aí que entendemos que esse poderia ser o fio condutor do livro inteiro. Cada esporte deixando sua geometria aparecer na diagramação, quase como um subtexto. Na seção de natação, o texto respira em colunas que lembram as raias. No basquete, as curvas do garrafão aparecem nos layouts. No tênis, no judô, a mesma lógica.
O leitor não precisa perceber conscientemente. A quadra já está ali.
No meio do processo, encontramos uma referência que encaixou perfeitamente: o Neoplasticismo, movimento ligado a Mondrian, com sua geometria pura e seu minimalismo intencional.
Vimos que havia muita proximidade com o que já estávamos construindo, e isso só reforçou o caminho.
O resultado foi um projeto que pensa como um esporte: cada elemento no lugar certo, cada linha com uma razão de existir.
(deslize para ver os detalhes 👉)
Imagens: Matheus Guerra