24/05/2019
Senta que lá vem textão... rs... Mas vale a pena!
A quase totalidade dos gestores das empresas que entram - ou já têm perfis - nas redes sociais acredita numa máxima (para eles) invariável: Êxito nas redes sociais está ligado, necessariamente, à quantidade de curtidas na página ou perfil. E que se esse número for alto, sua empresa estará cheia de clientes.
Sim, essa máxima é uma verdade. Mas para empresas que atuam - de maneira grandiosa - com venda online e possuem canais de vendas nas próprias redes, empresas de aplicativos, empresas que possuem uma rede de lojas espalhadas pelo país e alguns outros exemplos. E, obviamente, para youtubers, influencers e etc.
Para elas, a audiência quantitativa é a mais relevante. Porque elas ‘não precisam’ de audiência qualificada.
Para empresas que não atuam em nada disso, o foco é diferente.
E um exemplo claro pode elucidar isso.
Mas antes, alguns conceitos importantes: Uma rede social é uma ferramenta de relacionamento. E por ter essa finalidade, o trabalho em redes sociais é, fundamentalmente, de caráter institucional e parte da seguinte premissa: ''Conteúdo constrói relacionamentos. Relacionamentos são baseados em confiança. Confiança gera receita.''.
Voltando ao exemplo. No segmento de saúde animal, há uma empresa que possui cerca de 11.000 seguidores. Na última semana, alcançou o envolvimento (soma de curtidas, comentários e compartilhamentos) de 17 pessoas no total (o que dá um percentual de 0,15% de audiência entre seu público). Já outra empresa do mesmo segmento, que atua na mesma cidade e com o mesmo perfil, com cerca de 2.900 seguidores, alcançou o envolvimento de 630 pessoas no mesmo período (um percentual de quase 22% de audiência entre seu público). Independente dos percentuais, a discrepância de 11.000 seguidores para 2.900 seguidores faria a maioria dos gestores pensar que há mais êxito na rede social com maior número de seguidores. Porém a discrepância que realmente importa é entre os 17 envolvimentos de uma empresa e os 630 envolvimentos da outra.
As duas empresas não atuam no segmento online, não possuem aplicativo, nada disso. Tomando por base essas particularidades, o que a rede social pode oferecer é interação (leia-se envolvimento). Fornecer informações precisas e oficiais. Estreitar laços. Dialogar com o cliente. Esclarecer. Porque a lógica, nesse caso, é a mesma da tv: Ninguém assiste a um comercial de Sabão Oxo* e sai para comprá-lo ao acabar de assistir o comercial ou na manhã do dia seguinte. Mas com uma comunicação constante e presente no dia a dia do cliente, com características e ações intencionais e focadas nos pontos principais a serem trabalhados, quando o cliente pensar em comprar sabão, ele será direcionado para o Sabão Oxo*.
Não seja prematuro na análise dos números.
Fale comigo. Estou à disposição. Sempre!