13/09/2025
Muita gente acredita que a desnutrição só acontece em pessoas muito magras, mas isso é um grande engano. Uma pessoa com obesidade também pode estar profundamente desnutrida, e isso é mais comum do que parece.
A obesidade geralmente está ligada ao excesso de calorias vindas de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, gorduras ruins e sal. Esses alimentos “enchem” o estômago, mas não fornecem os nutrientes essenciais que o corpo precisa para funcionar bem — como vitaminas, minerais, proteínas de qualidade e fibras.
O resultado é que, mesmo com excesso de peso, o corpo sofre sinais típicos da desnutrição, como:
• Cansaço constante e falta de energia, pois há deficiência de vitaminas do complexo B e ferro.
• Imunidade baixa, levando a gripes e infecções frequentes.
• Queda de cabelo, unhas fracas e pele ressecada, indicando falta de proteínas, zinco e vitaminas.
• Dores nos ossos e fraqueza muscular, ligadas à deficiência de vitamina D, cálcio e magnésio.
• Problemas de memória e concentração, associados à carência de ácidos graxos essenciais e vitaminas.
Isso mostra a gravidade da situação: não basta apenas “comer muito” — é preciso comer bem. Uma dieta baseada em fast-food, refrigerantes, biscoitos, salgadinhos e doces pode levar ao aumento de peso e, ao mesmo tempo, a um organismo desnutrido, incapaz de se proteger e funcionar em equilíbrio.
A obesidade associada à desnutrição é ainda mais perigosa porque aumenta o risco de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer.
Em resumo: ser obeso não signif**a estar bem nutrido. Pelo contrário, muitas vezes signif**a estar sobrecarregado de calorias vazias e carente dos nutrientes que realmente sustentam a saúde.