03/04/2025
Quando eu era criança, ganhei minha primeira Barbie. Eu fiquei muito feliz afinal era meu sonho, com ao passar do tempo comecei a acreditar que as loiras eram as mais bonitas, mais femininas, mais elegantes.
Até que lançaram a Suzy, uma boneca morena. Finalmente, alguém que parecia comigo! Mas havia um detalhe: a Suzy custava menos que a Barbie e era menos disputada pelas meninas naquela época. E, de alguma forma, isso passava uma mensagem poderosa—ser morena valia menos?
Cresci com essa ideia no subconsciente. E um dia, decidi testar essa teoria na prática. Fiquei loira, tentando me encaixar nesse código visual que eu havia aprendido. O resultado? No dia seguinte, voltei ao salão para f**ar morena novamente. Eu olhava no espelho e não me reconhecia naquela mulher loira.
E não é sobre "poder ou não poder". Mas eu sou uma mulher de alto contraste. O cabelo escuro harmoniza com meus traços, valoriza minha beleza natural. O loiro me deixava apagada, me obrigava a estar sempre muito maquiada para me sentir minimamente bonita. Eu tentava ser algo que não tinha nada a ver com a minha essência.
Hoje, vejo o quanto a infância carrega mensagens profundas. Se nossas referências não forem escolhidas com consciência, podem distorcer completamente nossa autoimagem. A verdade é que Deus nos criou únicas, com traços e características que contam nossa história. Nenhum padrão externo pode definir o nosso valor.
Agora, tenho minha boneca. Essa sim me representa. Com meus traços, minhas crenças, meus valores. Essa sim conta a minha história.
Então, te pergunto: quem são suas referências? Elas te fazem enxergar sua verdadeira essência ou te afastam de quem Deus te criou para ser?
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