02/09/2023
Há um ano atrás, eu escrevi esse texto, depois de ter pedido exoneração do GDF.
Hoje vi no jornal.
Já são 115 dias sem cair do céu, uma gota de água no chão.
Ainda assim, mais um dia, um Amazônida sobrevive na seca do sertão.
O que aliva a poeira e as queimadas dessa época do ano, são as flores que alegram nossos olhos com tantas cores, que fico até imaginando os sorrisos das abelhas.
Mesmo com seu clima de deserto, essa terra inunda meu coração.
Sigo com esperança e pé no chão, no lago, no pedal sem solidão.
Viver tomando conta do próprio tempo e não na repartição, é uma benção, também ato de coragem, que mesmo no calor da um certo frio nas mãos.
Muitos preferem a gaiola e o alpi$te, garantindo o seu quinhão como opção, e todos estão certos, seguindo seus corações.
Mas eu preferi sair da gaiola e bater assas nesse Cerradão.
Alimentando minha mente cheia de imaginação.
Seguindo em um lugar de muita União, Realidade e Salvação.
Há uma luz que vem pra dizer, tudo vem dar certo.
Que o Mestre me guie e me ilumine, me abençoe e me mostre o melhor caminho, que certamente me inundará de alegria.
Com fé em Deus e na Viagem Maria.
Que venha o tempo das chuvas.
Pois eu tenho um coração do tamanho de um Lago, cheio de sede e de amor.
Vem chuva...
Vem molhar o teu Cerrado.
Não sou poeta, mas sim um espírito cheio de sentimentos, que uma hora transbordam em linhas escritas ou em frames em movimento.
Vivências de um Amazônida na Seca do Cerrado.
Por Homero Flávio,
Primeiro de setembro de 2022,
no Ser tão velho Cerrado