19/02/2026
Hoje eu encerro o ciclo dos 38.
Se ele tivesse um título, seria: “um escuro para ressignificar”.
Foi um tempo em que eu precisei ficar off do mundo e, principalmente, off de pessoas. Não porque eu não amasse mais ninguém, mas porque eu precisava voltar para o lugar onde tudo começa e recomeça: o secreto com Deus.
A Bíblia nos lembra que precisamos ter discernimento sobre os lugares onde andamos e as mesas em que nos sentamos. E, olhando pra trás, eu vejo com clareza que insisti em permanecer em mesas que não tinham mais a ver com aquilo que eu creio, com os valores que carrego e com o propósito que Deus tem pra mim.
Essa incapacidade de encerrar ciclos, de admitir que algumas fases precisam acabar, me afastou do que mais importa: o cuidado e a direção de Deus sobre a minha vida.
O ciclo dos 38 foi, sem exagero, um dos mais difíceis e, ao mesmo tempo, um dos mais importantes da minha história. Foi o ano em que eu parei tudo pra ser filha de novo. Filha amada, corrigida, cuidada, protegida. O ano em que eu deixei Deus reorganizar minhas prioridades, meus afetos, meus sonhos e, principalmente, os ambientes que eu frequento e as mesas onde eu sento.
Muita gente me perguntou por que eu sumi tanto das redes sociais, logo eu, que trabalho com isso. A resposta é simples e profunda: eu precisava me recolher para não me perder de mim e nem Dele. Precisava silenciar por fora para ouvir melhor por dentro.
Hoje, aos 39, eu sinto que um novo ciclo começa.
Com mais clareza sobre quem eu sou, sobre onde devo estar, com quem devo caminhar e quais mesas já não fazem mais sentido pra mim. Me sinto pronta pra voltar, não como quem “volta igual”, mas como quem passou pelo escuro, ressignificou e agora enxerga com outros olhos.
E nada melhor do que o dia de hoje, meu aniversário, pra abrir de novo as cortinas do palco e dizer, com o coração alinhado:
Obrigada Senhor, pelos meus 38.
Seja bem-vindo, ciclo 39. 🤏🏼💜