06/02/2025
Esses dias fiquei pensando sobre o design inclusivo e em como deixamos de lado a acessibilidade na hora de criar projetos. É uma crítica que faço de forma geral, mas também a mim mesma, porque já me vi várias vezes criando projetos sem considerar essas questões.
Eu pesquisei e descobri que o design inclusivo começou a ganhar forma na década de 1950, quando surgiram preocupações com pessoas que tinham dificuldades de locomoção. Foi assim que o rebaixamento de meio-fio na calçada foi criado, para facilitar o acesso de pessoas que utilizam cadeiras de rodas. Essa melhoria acabou beneficiando outras pessoas, como ciclistas, isso mostra como um design pensado para alguns pode acabar ajudando outras pessoas.
É necessário criar produtos e experiências que sejam acessíveis para o maior número de pessoas, considerando diversas necessidades.
Isso inclui grupos como mulheres, a comunidade LGBTQIA+, pessoas negras e pardas, pessoas que tem dificuldades com o inglês, mobilidade reduzida, diferentes capacidades cognitivas... a lista é grande.
Parece óbvio, mas a realidade é que na maioria das vezes, os projetos de design acabam sendo muito centralizados e generalizados, o que acaba excluindo grupos importantes. Um exemplo é o autismo, muitas pessoas no espectro podem ter dificuldades para interpretar certos elementos visuais, mas a gente ainda foca tanto na estética que esquece da funcionalidade.
O design não é só técnica, ele também precisa de empatia. Só que empatia sozinha não adianta...ela tem que vir acompanhada de ação, de mudança real.
E como começar? (do zerinho mesmo porque é um assunto extenso):
◆ Entenda as necessidades dos usuários por meio de pesquisas, entrevistas e análises;
◆ Envolva pessoas reais nos seus desenvolvimentos;
◆ Registre feedbacks e use essas informações para melhorar.
Este texto foi inspirado, lido e resumido a partir dos sites:
https://lnkd.in/d5Ma9jWM
https://lnkd.in/dSVqB8vy
https://lnkd.in/d9snQkbn