16/05/2016
Endividamento bancário. O inicio de uma crise financeira.
Com a crise política que vivemos e ainda não temos uma previsão de quando o Brasil vai se reerguer, ou melhor, dizendo sair do recesso que foi instaurado pela má gestão política. Assim comento, atualmente temos um grande número de empresas e pessoas, com endividamento junto ao Sistema Financeiro Brasileiro. Isso quer dizer estamos dependendo dos Bancos, Credores e financeiras. E não somente pessoas ou empresas O Governo Federal também está nesta lista de devedores.
Estou endividado o que faço?
Em primeiro momento devemos RENEGOCIAR, buscando através desta, equiparar do fluxo de caixa tanto da empresa, quanto de uma família com seu gastos mensais.
Só por curiosidade a maior parte do crédito tomado, está no curto prazo, o que compromete e muito a amortizações.
Ai você se pergunta O que devo fazer ?
- Não se desespere! - Por mais que a situação pareça difícil, e que você não consiga ver uma saída, pode estar seguro que ela existe. O grande problema é que em geral as opções disponíveis exigem um esforço pessoal que você talvez não esteja preparado para fazer.
Não deixe de pagar financiamento de bens. - Na dúvida dê preferência ao pagamento dos financiamentos associados a bens, como casa e carro. Por mais que isso pareça estranho, visto que os juros cobrados nesses financiamentos são mais baixos, existe uma razão para isso. O credor pode, dependendo de como foi feito o financiamento, retomar o bem. E é essa facilidade de execução que dá mais garantia ao credor, e permite que os juros sejam menores. Quando isso acontece todo o dinheiro já pago pode acabar sendo perdido, além do bem em si. Portanto, na hora de priorizar os pagamentos, leve isso em consideração!
Não pague tudo de uma vez. - Procure entrar em contato com todos os seus credores, e exponha a situação em que se encontra. A todos eles peça uma revisão dos termos previstos no pagamento da dívida, e aguarde para ver o que eles lhe oferecem. Mesmo que você tenha o suficiente para pagar integralmente um dos seus credores esse não é necessariamente o melhor procedimento.
Antes de tomar essa decisão você deve fazer as contas do quanto à quitação integral dessa divida lhe traz em termos de redução de gastos mensais.
É bem verdade que pagar integralmente um dos credores parece tentador, pois ao menos você resolve um problema, mas nesse tipo de situação você deve pensar no objetivo final, que é sair do vermelho o mais rápido possível. Pode ser que o melhor no seu caso seja reduzir o tamanho dos obstáculos, ao invés do número. Ou seja, você mantém o número de credores, mas deve menos para cada um deles.
Não se apegue aos bens e estilo de vida. - Por mais incrível que isso pareça, muitas vezes quando se enfrenta uma crise financeira é melhor não fazer nada do que tomar uma atitude impensada, que possa prejudicar ainda mais sua situação financeira.
É bem verdade que a perspectiva de assistir passivamente à evolução do seu saldo devedor lhe pareça impossível, mas é preciso cautela na hora de agir. Para ajudá-lo a não cometer erros nesta fase delicada de sua vida, listamos abaixo algumas das decisões que você deve evitar quando estiver enfrentando uma crise financeira.
Não empreste mais dinheiro! - Por mais óbvio que esta recomendação pareça, na prática ela acaba sendo esquecida pela grande maioria dos devedores. Pressionado e angustiado com a situação, tudo o que devedor quer é um pouco mais de tempo para conseguir contornar a situação, e daí a emprestar mais dinheiro é um pulo!
A perspectiva de usar o dinheiro do novo empréstimo para pagar o antigo é tentadora. Mas, na prática ela é desastrosa, pois o que acontece é que você até paga a outra dívida, mas daí não tem recursos para arcar com o pagamento da nova dívida. Frente a isso, atrasa outros pagamentos, o que faz com que o seu perfil de risco piore.
Em outras palavras, a instituição financeira da qual emprestou o dinheiro passa a te ver como outros olhos, pois o risco de que você venha a f**ar inadimplente aumenta. Para fazer frente a esse aumento de risco, a instituição cobra mais caro pelo dinheiro emprestado, ou seja, eleva os juros, o que agrava ainda mais a sua situação. Nesta hora, por maior que seja a tentação de emprestar mais dinheiro, não faça isso. Ao contrário, elabore um plano de pagamento das dívidas que possui. O planejamento é importante, porque se depois de pagar as prestações não lhe sobra um centavo, certamente você vai emprestar mais dinheiro.
Não se apegue aos bens e estilo de vida. - A maior dificuldade de quem enfrenta uma crise financeira é se conscientizar de que a sua vida precisa mudar drasticamente se quiser sair dessa situação. Dependendo do grau de endividamento em que você se encontra, não existe outra forma senão cortar drasticamente os gastos.
Comece pelos gastos pessoais, o que inclui desde as despesas com alimentação até vestuário. Não se atenha a um estilo de vida que não consegue manter. As pessoas que te conhecem gostam de você pelo que é, e não pelo que possui. E se isso não for verdade, bem, então a perda não é tão grande.
Se o simples corte de despesas não for suficiente, está na hora de considerar a venda de parte do seu patrimônio. E aqui vale tudo, até mesmo a venda do imóvel que possui por um menor. Pense que assim que você sair dessa pode começar tudo de novo, e, é só isso que precisa de uma segunda chance.
Concluindo, não importando o valor da dívida, tem que ser conduzido de forma profissional e competente. Por mais que duvidamos deste profissional e às vezes até complicado expor a situação por medo ou pânico, porém uma coisa é certa está pessoa ou empresa dará os melhores conselhos e buscará junto com o endividado a sua redenção e conseguir uma nova chance.
Texto elaborado e escrito por : Leonardo do Nascimento Nunes