24/05/2026
PENSE & REPENSE: Vivemos tempos em que a política se assemelha mais a um culto religioso do que a um exercício de cidadania.
O fenômeno do devoto político é alarmante: o indivíduo deixa de ser um votante crítico e passa a idolatrar figuras públicas como se fossem deuses infalíveis. Nesse cenário, o debate racional é substituído pela fé cega, e qualquer questionamento é visto como heresia.
O devoto político defende seu líder mesmo diante de evidências contrárias, ignorando falhas e justificando erros como se fizessem parte de um plano maior.
Essa transformação do eleitor em devoto compromete o exercício democrático, pois o voto, que deveria ser uma expressão de consciência crítica, torna-se um endosso incondicional.
É preciso resgatar a racionalidade, fomentar o debate informado e lembrar que políticos são servidores públicos, não ídolos a serem venerados.
Ao devolver à política o seu caráter pragmático e humanizado, talvez consigamos evitar que a devoção cega continue a moldar o futuro de nossas sociedades.
Produção: Aroni Fagundes | CN .