18/05/2021
[alerta textão]
Minha história como comunicadora começou tímida, porém muito signif**ativa ao mesmo tempo.
Estava no início da faculdade e eu queria desesperadamente trabalhar, mas ninguém contratava universitários no início de carreira, até que surgiu um emprego voluntário: dar aulas extracurriculares de JORNALISMO para alunos (de seis a 13 anos) de uma escola municipal. Da concepção do projeto até a prática em si, tudo foi criação minha. 🧠
Eram cerca de quatro ou cinco turmas com uma média de 30 crianças dentro de uma sala de aula. Era preciso seguir uma rotina estabelecida: café da manhã, almoço, lanche da tarde. Chamar atenção, rs. Separar briga. Fazer a chamada. Redigir o conteúdo das aulas, ensinar e testar o que foi ensinado. Escrever as matérias em conjunto. Ensinar a fotografar e testar na prática em “saídas de campo” no pátio da escola. Ver eles “criarem” a logo do jornal e votarem na “melhor”. Entrevistar funcionários e alunos. Estressante e eletrizante ao mesmo tempo, mas ver o aprendizado dos pequenos e ir ganhando o carinho deles durante esse processo, amolece o ❤ de qualquer um. Deu tão certo que a escola apostou em um jornal comunitário em tamanho normal (o projeto original da Secretaria da Educação não contemplava isso) e mandou imprimir 1.000 exemplares para distribuir na escola e comunidade. Foi um burburinho muito bacana! ✨⚡
Eu vi alunos se desenvolvendo, aprendendo a contar sua versão dos fatos, se divertindo e pensando como jornalista. Foi um período que eu entendi que a minha paixão pode ser uma contribuição no mundo, e que incentivar outros a compartilhar o que sabem, melhora o mundo em que vivemos. Nos tornamos mais colaborativos e menos mesquinhos.😉
Na foto: turma da tarde em cima de mim no dia da minha despedida e um cartaz ENORME cheio de mensagens que me fez chorar feito criança (é raro, hein?).
E aí, qual foi a sua experiência profissional mais legal? Sabe dizer?