03/06/2026
Um tênis de R$ 1.499,99. Colaboração oficial com a CBF. E nenhuma outra marca no mundo pode fabricar um solado com colunas de amortecimento igual.
Isso não é prestígio. É patente.
Quando a Nike lançou o Shox R4 em 2000, o diferencial não estava no visual. Estava na engenharia. Colunas mecânicas de borracha no solado comprimindo e retornando a cada passada... uma tecnologia que nunca tinha existido antes. A Nike não protegeu só o design. Protegeu o mecanismo. E foi exatamente isso que garantiu décadas de exclusividade.
Qualquer concorrente que tente reproduzir aquelas colunas está infringindo uma patente. Não importa se mudar a cor, o nome ou o material externo. O que está protegido é a solução técnica por dentro... a engenharia que entrega o desempenho que o consumidor procura e paga pra ter.
É por isso que o Shox custa R$ 1.499,99 e não R$ 150. A patente é a barreira que impede o mercado de equalizar o preço. Sem ela, qualquer fabricante asiático reproduziria a tecnologia amanhã e venderia por um décimo do valor. Com ela, a Nike mantém o monopólio do mecanismo por até 20 anos... e o concorrente só tem duas opções. Pagar licença ou inventar outra coisa.
O Neymar disse em entrevista que o Shox era o tênis dos sonhos da infância dele. Que juntou cada centavo pra comprar o seu. Décadas depois, o nome dele está no modelo. E o modelo voltou com o escudo da seleção que ele usa.
Dois ativos de propriedade intelectual num único produto. A patente do mecanismo e a licença da marca CBF. Cada um protegido, cada um gerando valor, cada um impedindo que o mercado copie sem pagar.
Patente não é coisa de laboratório farmacêutico. É para qualquer produto com um mecanismo original, um processo diferente, uma solução técnica que ninguém tinha feito antes.
Se o seu produto tem alguma coisa assim... esse ativo está protegido?
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