22/11/2021
COPY BOA
Bom, agora já conhecemos algumas práticas ruins e que não funcionam. Mas e quais são as boas práticas? O que faz um copywriting funcionar melhor? Seria apenas fazer o contrário das práticas criticadas acima?
Para falar sobre isso, vamos voltar ao próprio conceito de copywriting. O copywriting também é conhecido como escrita persuasiva. Isso significa que o objetivo é persuadir o público-alvo. E quais são as armas da persuasão utilizadas na criação de um bom copywriting?
A resposta? Gatilhos mentais.
De forma geral, gatilhos mentais são mecanismos cerebrais que tem como objetivo tornar mais rápido o processo de decisão, evitando que isso tome muito do nosso tempo e energia.
Segundo Robert Cialdini, no livro As Armas da Persuasão, o comportamento humano é governado por alguns princípios psicológicos fundamentais, que geralmente nos levam a agir de forma quase que automática: reciprocidade, aprovação social, afinidade, autoridade, escassez e compromisso:
• Reciprocidade: esse princípio psicológico sugere que o ser humano tem a tendência natural a responder uma ação positiva com outra ação positiva. É o famoso “gentileza gera gentileza”.
• Aprovação social: o gatilho da aprovação social conclui que somos influenciados pelos outros em nossas decisões e, quanto mais pessoas optam por algo, mais as outras são levadas a tomar a mesma atitude.
• Afeição/Afinidade: é o princípio psicológico que afirma que as pessoas tendem a se conectar psicologicamente com quem se parece com elas, seja por medos, angústias, habilidades e características parecidas.
• Autoridade: esse gatilho sugere que o ser humano tende a obedecer quem ele julga como superior, por uma questão de respeito.
• Compromisso e coerência: defende que, ao comprometer-se publicamente com algo, a pessoa se sente pressionada psicologicamente a se comportar de modo coerente com a missão que foi assumida.
• Escassez: é um gatilho mental que é rapidamente acionado quando estamos em posição de perder algo. Com isso, nosso cérebro reage de forma emocional (parte do cérebro límbico) e tenta evitar essa sensação.
Assim, esses princípios psicológicos podem — e devem — ser utilizados para tornar o copywriting mais eficiente.
Texto de Jéssica Lipinski