09/11/2022
Parece apenas uma mudança pequena nas palavras, mas a verdade é que o significado das frases muda totalmente.
Quando você pensa em “viver cada dia como se fosse o último”, acaba tendo um grande estímulo para adotar condutas imediatistas e irresponsáveis.
Afinal, para que poupar se estará morto amanhã? Por que não se endividar pensando em consumir o máximo possível hoje? Para que se preparar para um futuro inexistente?
O “problema” é que, provavelmente, o futuro irá chegar. Parafraseando Sêneca, não há um homem tão velho a ponto de esperar que depois de um dia não venha outro.
Em termos econômicos, viver cada dia como se fosse o último te faz ter níveis de preferência temporal altíssimos, a ponto de “vender o futuro para pagar pelo presente”.
Já quando você pensa em “executar cada ato da sua vida como se fosse o último”, há um estímulo para que você se dedique a atividade que irá executar de corpo e alma.
Se você precisa escrever um texto e pensa que aquele será seu último ato, acaba tendo mais foco no que está fazendo.
Se vai encontrar com um amigo, focará sua atenção nele como se fosse a pessoa mais importante do mundo.
Se vai fazer amor com seu cônjuge, se dedicará para tornar aquela experiência épica e inesquecível, afinal, é seu último ato na Terra, e você não quer desperdiçar isso.
Enquanto “viver cada dia da sua vida como se fosse o último” pode até ser legal no presente, mas não te trará um bom futuro, “executar cada ato da sua vida como se fosse o último” te tornará uma pessoa memorável, com muito foco naquilo que faz e conhecido por transformar coisas comuns, como uma apresentação de trabalho, em momentos marcantes.