29/01/2026
Carta Aberta de uma Mãe Atípica
Meu filho, Gabriel, recebeu o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ano passado, aos quatro anos de idade. E não foi por falta de busca. Durante um período crucial, a resposta de diversos pediatras era a mesma: "É normal, ele é filho da pandemia." Essa desinformação custou tempo precioso.
O ponto de virada veio com nosso retorno ao Vale do Aço e a consulta com a .pediatra . Sua sensibilidade e conhecimento foram imediatos: na primeira consulta, ela orientou a busca por uma neuropediatra, pois tudo o que relatei era fortemente sugestivo de TEA. Finalmente, as peças se encaixavam.
Iniciamos a intervenção com a Terapia Ocupacional e encontramos a , uma profissional igualmente maravilhosa. Seu trabalho é um farol, unindo a ciência mais atualizada a uma relação humanizada com o paciente e com os pais.
Lembro-me da fase em que a rigidez cognitiva de Gabriel "estava gritando" e eu, confesso, estava surtando. Com imensa paciência e experiência, Mariley começou o trabalho de flexibilização, e os resultados não demoraram a aparecer.
Hoje, na segunda aula de jiu-jitsu, a emoção me dominou. Chorei. Mas foi um choro de pura alegria, de ver com meus próprios olhos que todo o esforço está surtindo efeito. Ver Gabriel interagindo, obedecendo regras e esperando a sua vez sentado é simplesmente fantástico.
A maternidade, que por vezes foi um fardo pesado de hipervigilância, está, enfim, ficando mais leve. Minha "hiper atenção" pode, gradualmente, ser diminuída.
Esta vitória é de muitos:
✓ Viva a ciência, que nos guia.
✓ Viva aos profissionais que buscam sempre se atualizar.
✓ Viva a mim e ao , que nunca desistimos de fazer tudo pelo Gabriel.
Está valendo a pena!