08/11/2019
Artigo publicado em abril/2019, na edição 58 deste Jornal Leia Cidade's.com
Página 3 - Opinião
"Ele voltará mais mítico e libertará a esquerda"
Pelas “escrituras” lulistas, Bolsonaro, com a missão de impor sacrifícios à sociedade, é o oponente perfeito do PT
A prisão de Lula é o enredo perfeito para mitificá-lo. Pelas “escrituras” lulistas, haverá uma tentativa de relacioná-lo com outros personagens históricos que também foram presos, mas que saíram da cela mais empoderados. O presidente Bolsonaro, devido a seu estilão politicamente incorreto, é o antagonista perfeito a ser derrotado. Após ser condenada nas urnas, a esquerda, enfim ressuscitará e se libertará da sua imagem vinculada à corrupção.
A condenação de Lula pelo crime do tríplex é café pequeno perto de outras suspeições de alta corrupção de outros políticos graúdos que continuam soltos. Essa comparação é favorável ao Lula e à esquerda. Pegos com as mãos na botija, os principais líderes da esquerda foram condenados e presos. Mas o processo de combate à corrupção está incompleto. E quanto aos demais? Este é um questionamento legítimo da militância.
A prisão de Lula será utilizada como um sacrifício que todo grande líder faz pelos seus seguidores. Seguindo o credo evangelizador pregado por frei Beto, um dos mentores de Lula, “o verdadeiro militante, como Jesus, Gandhi, Che Guevara, é um servidor, disposto a dar a própria vida para que outros tenham vida. Não se sente humilhado por não estar no poder, ou orgulhoso ao estar.”
No âmago de seu ego, o sonho de todo o político é um dia ser elevado ao poder como salvador da pátria. O país vive momentos de sacrifícios econômicos para todos. O governo Bolsonaro não tem outra alternativa a não ser impor sacrifícios e perdas de privilégios. A formação militar do ex-capitão o induz ao dever de cumprir missões. A missão do governo é ajustar as contas da Previdência e do déficit público. Tarefas essas ignoradas pelos governos petistas, que preferiram incentivar o consumo a ensinar o cidadão a poupar.
Os que acusam que o consumismo desenfreado deteriorou as finanças da nação são os liberais, hoje no poder. Assim como o governo FHC teve que aplicar remédios amargos e, em seguida, o governo Lula foi beneficiado por ter encontrado a casa arrumada, o sonho dos estrategistas da esquerda é que Bolsonaro aplique os remédios amargos e novamente deixe a casa arrumada para Lula.
O imaginário popular sente saudades dos tempos lulistas em que o pobre adquiriu o status de consumidor, comprava carro e viajava de avião. Um trunfo político. Afinal, a esquerda vive da pobreza e da casta de privilegiados que sustentam a crença socialista. Na ex-URSS, essa classe de privilegiados era conhecida como a Nomenklatura (palavra russa derivada do latim) era como se designava a "burocracia", ou "casta dirigente" da União Soviética. Ela incluía altos e médios funcionários públicos, artistas e outras pessoas que detinham privilégios para, em troca, sustentar ideologicamente o governo.
No tempo certo, Lula sairá da prisão carregado pelos seus militantes e “militontos” e será exibido como troféu. Segundo o “evangelista” Frei Beto, "militonto" é aquele que se gaba de estar em tudo, participar de todos os eventos e movimentos, atuar em todas as frentes. Sua linguagem é repleta de chavões e os efeitos de sua ação são superficiais.” Mas, isso não importa, desde que Lula seja mitificado.
Por José Luiz Almeida Costa
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