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1995. Novosibirsk, Rússia.Eugene Roshal criou o WinRAR para resolver um problema simples:arquivos grandes demais para ca...
08/06/2026

1995. Novosibirsk, Rússia.

Eugene Roshal criou o WinRAR para resolver um problema simples:
arquivos grandes demais para caber num disquete.

Vinha com um teste de 40 dias.
Depois disso, aparecia uma mensagem pedindo para comprar a licença.

O programa continuava funcionando assim mesmo.

E ficou.

Nos anos 2000, o WinRAR estava em todo computador de provedor de internet do Brasil.

Firmware de roteador MikroTik.
Backup de configuração de OLT.
Driver de placa de rede.
Atualização de sistema.

Tudo vinha compactado. Tudo passava pelo WinRAR.

Muitos provedores também faziam manutenção de computador nos anos 2000.
Era o serviço extra que pagava o aluguel.
E o WinRAR estava lá em todo momento.

Instalado. Funcionando. Nunca bloqueado.

Quase ninguém pagou a licença.
Mas ninguém desinstalou.

E toda vez que alguém compra uma licença, a empresa comemora no X.
Porque é raro de verdade.

Você ainda tem o WinRAR instalado?

Siga a .marketing — toda semana a história por trás de quem construiu algo fora do óbvio no setor de telecomunicações.

Eduardo Tude se formou engenheiro de telecomunicações pelo IME em 1978.Fez mestrado no INPE em 1981.E foi lá que começou...
06/06/2026

Eduardo Tude se formou engenheiro de telecomunicações pelo IME em 1978.

Fez mestrado no INPE em 1981.

E foi lá que começou algo que poucos no Brasil fizeram naquela época:
desenvolver satélites.

Depois veio a Ericsson.
Depois outras grandes empresas do setor.
VP de Operações. Diretor. Gerente de Planejamento.

Décadas percorrendo o setor por dentro das maiores empresas de telecomunicações do Brasil.

Em 2002, tomou uma decisão diferente.

Junto com um grupo de engenheiros veteranos, cada um com mais de 30 anos de experiência no setor, fundou o Teleco.

A proposta era simples: criar o maior portal de dados e informações sobre telecomunicações do Brasil.

Não era notícia. Era dado.
Não era opinião. Era análise técnica.

Reguladores consultam antes de tomar decisões.
Executivos consultam antes de apresentar projetos.
Provedores consultam para entender o mercado.

Eduardo Tude publica artigos semanais desde 2002.
Preparou centenas de relatórios setoriais.
Foi professor visitante da Unicamp.
É membro do júri do Global Mobile Awards do MWC em Barcelona.

Hoje o Teleco tem 100 mil visitantes únicos por mês em 128 países.

São mais de 20 anos sendo a principal fonte de dados do setor de telecomunicações do Brasil.

Um engenheiro que desenvolveu satélites no INPE decidiu que o setor precisava de informação de qualidade.

E foi lá e construiu.

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2015. Interior do Brasil.Um grupo de provedores regionais começou a se unir.Não eram gigantes. Não tinham capital bilion...
05/06/2026

2015. Interior do Brasil.

Um grupo de provedores regionais começou a se unir.

Não eram gigantes. Não tinham capital bilionário. Não tinham reconhecimento nacional.

Mas tinham algo que as grandes operadoras não valorizavam: presença em cidades do interior que ninguém disputava.

O Grupo Conexão nasceu dessa visão.

Conexão. Outcenter. Starweb. Waynet. Webnet. Multiplay. Cabo Telecom.

Cada empresa com sua cidade, sua história, sua base de clientes.

Em 2021, a empresa recebeu um aporte estratégico e acelerou.
Foi quando Denis Ferreira assumiu o comando.

Denis não veio de um provedor regional.
Veio de GVT, Vivo, TIM e Claro.
Conhecia o setor por dentro das maiores operadoras do Brasil.

E trouxe essa visão para integrar o que havia sido construído.

“Quando assumi, tínhamos 18 CNPJs e sete marcas diferentes.”

Em 2022, unificou tudo sob um único nome: Alares.
Dar asas a quem estava desconectado.

Aquisições. Expansão. Novos estados.

Em 2024, fez a maior aquisição da sua história: a Azza Telecom, com 140 mil clientes em 48 cidades paulistas, por R$ 188 milhões.

Hoje a Alares está presente em 232 cidades, em 7 estados.
826 mil clientes.
32 mil km de fibra óptica.
Margem EBITDA de 46,7% — recorde da empresa.

É uma das maiores operadoras independentes de banda larga fixa do Brasil.

E tudo começou com provedores regionais atendendo cidades que as gigantes ignoravam.

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1996. Sumaré, interior de São Paulo.Denio Alves Lindo saiu da IBM com uma convicção clara.As grandes operadoras olhavam ...
04/06/2026

1996. Sumaré, interior de São Paulo.

Denio Alves Lindo saiu da IBM com uma convicção clara.

As grandes operadoras olhavam para as capitais.
O interior estava desassistido.
E a internet que chegava às cidades pequenas era cara, lenta e ruim.

Ele enxergou nisso uma oportunidade.

Fundou a Desktop com foco num mercado que ninguém disputava.
Infraestrutura própria. Atendimento próximo ao cliente. Fibra óptica quando ainda era raridade no interior.

Por quase 25 anos, cresceu sem depender de fundo de investimento.
Sem capital externo. Só geração de caixa e reinvestimento.

Em 2020, o fundo americano HIG Capital entrou como sócio.
A Desktop acelerou.

Aquisições. Expansão. Novos municípios.

Em 2021, abriu capital na B3 com ações precificadas a R$ 23,50.

De 100 mil clientes em 2020 para 1,2 milhão em 2025.

O maior ISP independente de fibra óptica do estado de São Paulo.
Presente em mais de 200 municípios.
Faturamento de R$ 1,2 bilhão em 2025.

Em março de 2026, a Claro anunciou a compra de 73% da Desktop por R$ 4 bilhões.

Foi a primeira vez desde 2014 que uma grande operadora adquiriu um provedor regional relevante no Brasil.

Analistas da XP definiram:
“Um dos movimentos estrategicamente mais relevantes no mercado brasileiro de banda larga nos últimos anos.”

Um ex-funcionário da IBM apostou no interior de São Paulo em 1996.
Trinta anos depois, construiu algo que a maior operadora do Brasil pagou R$ 4 bilhões para ter.

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2016. Interior de Minas Gerais.Oito provedores de internet que competiam entre si perceberam algo.Sozinhos, tinham limit...
03/06/2026

2016. Interior de Minas Gerais.

Oito provedores de internet que competiam entre si perceberam algo.

Sozinhos, tinham limite.
Juntos, tinham escala.

Começaram a conversar. Formaram um holding informal.
Em janeiro de 2019, tomaram a decisão definitiva.

Se uniram sob uma única marca. Nasceu a Vero.

Não foi simples. Eram oito empresas com culturas diferentes, sistemas diferentes, equipes diferentes.
Unificar tudo isso sem perder clientes, sem degradar o serviço e sem quebrar o que cada uma havia construído exigiu execução impecável.

Para liderar esse processo, a empresa contratou Fabiano Ferreira.
Um executivo com 15 anos de GVT e passagens por TIM e Telefônica.
Alguém que conhecia o setor por dentro e entendia o que fazia a diferença entre uma operadora que o cliente defende e uma que o cliente tolera.

A Vero foi para onde as gigantes não queriam ir.
Cidades do interior. Regiões desassistidas.
Com fibra óptica, atendimento local e suporte que resolvia.

E foi crescendo.

Aquisições. Expansão. Novos estados.

Em dezembro de 2023, adquiriu a Americanet e dobrou de tamanho.

Hoje a Vero está presente em mais de 425 cidades, em 7 estados e no Distrito Federal.
1,35 milhão de assinantes de banda larga.
302 mil clientes de telefonia móvel, crescimento de 54% em um ano.
Receita líquida de R$ 1,73 bilhão em 2025.

E o próximo passo já está no radar: um IPO na B3.

Tudo começou com oito provedores do interior de Minas Gerais que decidiram parar de competir entre si.

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1999. Brasil.Dois israelenses chegaram ao país e viram algo que o mercado de telecom ignorava.Nos EUA, a internet banda ...
01/06/2026

1999. Brasil.

Dois israelenses chegaram ao país e viram algo que o mercado de telecom ignorava.

Nos EUA, a internet banda larga já era realidade.
No Brasil, a conexão discada entregava 25 kb/s.
Uma diferença de 200 vezes.

Criaram a GVT com R$ 100 mil.
Sem infraestrutura herdada. Sem base de clientes. Sem histórico no setor.

Mas com uma proposta que o mercado ainda não havia tentado de verdade.

Internet rápida.
Preco justo.
Atendimento que resolvia.

A GVT foi para onde as grandes operadoras não queriam ir.
Cidades médias. Regiões que ninguém disputava.

E lá construiu algo raro no telecom brasileiro:
clientes que defendiam a marca sem ser pedido.

Quando a internet caia, a GVT ligava antes do cliente reclamar.
Quando havia instabilidade, o desconto aparecia na fatura automaticamente.
O técnico chegava na hora marcada e explicava o que estava fazendo.
O suporte atendia e resolvia.

Parecem coisas básicas.
No telecom brasileiro dos anos 2000, eram diferenciais reais.

Por cinco anos consecutivos, a GVT foi eleita a melhor internet do Brasil.
Enquanto o Procon acumulava reclamações das grandes operadoras, a GVT mal aparecia.

Em 2007, abriu capital na bolsa.
Valia R$ 6 bilhões.

Em 2009, a francesa Vivendi comprou 58% da empresa.
A GVT continuou crescendo.

150 Mbps numa época em que o Brasil médio engatinhava nos 2 Mbps.

Em 2014, o Grupo Telefônica e a Vivendi fecharam a aquisição.
Valor total: R$ 22 bilhões.

A empresa que começou com R$ 100 mil foi vendida por R$ 22 bilhões.
Em 2014, a história da GVT passou a fazer parte de um grupo global de telecomunicações.
Após a integração da operação, a marca GVT deixou de ser utilizada comercialmente.

Mas o mercado não esqueceu.

Até hoje quem teve GVT lembra.
Não da velocidade.
Da sensação de ser bem atendido por uma empresa de telecom.

Um dos motivos pelos quais a marca continua sendo lembrada por muitos consumidores.

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1994. São Paulo.Cristiano Santana tinha 18 anos e trabalhava como analista de controladoria num banco.Olhava para os col...
29/05/2026

1994. São Paulo.

Cristiano Santana tinha 18 anos e trabalhava como analista de controladoria num banco.

Olhava para os colegas ao redor. Gente de 35 anos ainda lutando pelo primeiro apartamento. E pensou: isso não pode ser o resto da minha vida.

Viu um concurso da Telesp num jornal de fim de semana. Se inscreveu. Passou.

Pediu demissão do banco e disse para a família que tinha sido demitido.

Começou na Telesp como instalador do plano de expansão. Passava o dia numa Kombi percorrendo uma rota de orelhões de fichinha. Pegava as fichas, colocava num saquinho, lacrava, pesava e entregava na logística.

Era o começo.

Em três anos foi de instalador a técnico. De técnico a supervisor. De supervisor a coordenador. De coordenador a gerente. De gerente a diretor.

Na Nokia, gerenciava 9.000 funcionários em seis estados do Nordeste.

Foi em Recife que tudo mudou.

Ligou para a Oi pedir internet no apartamento onde morava em Boa Viagem. A Oi não atendia o prédio.

O porteiro indicou um provedor na rua de trás. Uma casinha simples com uma plaquinha de lona.

Entrou. Contratou. Ficou olhando para aquele modem, aquele cabo coaxial, aquela conexão de 2 mega chegando até o rack.

E uma luz acendeu.

Voltou para São Paulo em 2012. Em 2016, comprou um provedor com 900 clientes no rádio numa cidade do interior.

Instalava sozinho enquanto o único técnico tirava férias.
Batia a meta de 300 clientes novos por mês.

Construiu a rede de fibra. Entrou um sócio. Cresceu.

Começou com 900. Vendeu com 45.000.

Recomeçou do zero em setembro de 2020, em plena pandemia, numa periferia de Osasco.

Nasceu a Zaaz.

Em seis meses, 10.000 clientes de forma orgânica.

Aquisições. Expansão. São Paulo, Paraná, Minas Gerais.

185.000 clientes. Um dos maiores cases do setor.

“Comecei no operacional. Foi ali que entendi uma visão que carrego até hoje: telecom é execução.” - Cristiano Santana.

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1995. Brasília.Sérgio Motta era ministro das Comunicações do Brasil.O país vivia um momento de transformação.A internet ...
28/05/2026

1995. Brasília.

Sérgio Motta era ministro das Comunicações do Brasil.

O país vivia um momento de transformação.
A internet existia, mas era monopólio estatal.
Qualquer empresa que quisesse prover acesso precisava de concessão de telecomunicações, um processo caro, burocrático e lento.
Na prática, só o Estado podia oferecer internet no Brasil.

Motta enxergou o problema.

Editou a Norma 4 de 1995, um documento que mudaria tudo.
A norma classificou a internet como Serviço de Valor Adicionado, separando juridicamente o provimento de internet do serviço de telecomunicações.

Essa classificação técnica tinha uma consequência prática enorme:
qualquer empresa privada podia ser provedora de internet sem precisar de concessão estatal.

Pela primeira vez na história, o Estado abria mão do monopólio da internet.

O que veio depois não demorou.

Provedores regionais começaram a surgir em todo o país.
Em cidades pequenas, no interior, em regiões que o Estado nunca atenderia.
Cada um com um link, uma antena e a vontade de conectar sua cidade.

Numa entrevista de 1996, Motta foi direto:
“Não adianta pensar em limitar ou dificultar o acesso à internet. O que precisamos é de mais iniciativa privada nesse negócio, para que os brasileiros possam usá-lo aos preços dos americanos.”

Ele não viveu para ver o resultado.

Sérgio Motta morreu em abril de 1998, aos 58 anos.

A Norma 4 que ele assinou em 1995 sustentou o ecossistema de provedores regionais por 30 anos.
Em 2025, a Anatel decidiu extinguir a norma, com efeito a partir de janeiro de 2027.

Uma decisão técnica de 1995 criou um mercado de mais de 20 mil empresas que movimenta R$ 18 bilhões por ano.
Trinta anos depois, essa mesma decisão está sendo revertida.

O que muda para o setor a partir de 2027 ainda está em debate.

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2003. Ilhéus, Bahia.Vanderlei Rigatieri fundou a WDC com um objetivo claro:ser uma distribuidora diferente das outras.Nã...
27/05/2026

2003. Ilhéus, Bahia.

Vanderlei Rigatieri fundou a WDC com um objetivo claro:
ser uma distribuidora diferente das outras.

Não queria trabalhar com produtos de volume, onde todo mundo competia pelo mesmo.
Quis nichos. Tecnologias com potencial de crescimento onde ainda havia pouca concorrência.

Começou com equipamentos de wireless e segurança eletrônica.
Foi crescendo. Foi aprendendo o mercado.

Em 2011, enxergou algo que poucos ainda viam.

A fibra óptica estava chegando ao Brasil.
Os provedores regionais precisariam de equipamentos para crescer.
E ninguém estava estruturado para atender esse mercado em escala.

A WDC licenciou tecnologia de uma fabricante chinesa e entrou no mercado de fibra.
Construiu uma fábrica em Ilhéus.
Começou a vender modems e equipamentos para provedores regionais em todo o Brasil.

Rigatieri percebeu um problema.

Os provedores tinham demanda, mas não tinham capital para comprar equipamento.
Investir em hardware pesado travava o crescimento de quem estava começando.

A solução foi reinventar o modelo.

Em vez de vender o equipamento, a WDC começou a alugar.
O provedor pagava mensalmente pelo uso da tecnologia, sem precisar desembolsar capital de uma vez.
Foi o primeiro no Brasil a fazer isso.

O modelo funcionou.

Provedores que não tinham condição de comprar passaram a conseguir crescer.
A WDC cresceu junto com o setor.
Chegou a mais de 10 mil provedores atendidos.
Abriu operações na Colômbia.
Expandiu para data center, cibersegurança, energia solar e automação.

Em 2017, o fundo 2BCapital, subsidiaria do Bradesco, adquiriu uma participação minoritaria.
Em 2021, a WDC abriu capital na B3.

Da distribuidora de wireless em Ilhéus ao maior distribuidor de tecnologia para provedores do Brasil.
Tudo começou apostando num mercado que o resto ainda não havia enxergado.

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Endereço

Duque De Caxias, RJ
25185009

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