19/08/2025
"Se tem uma coisa que ele NÃO É, é autista." Por muitas vezes falamos essa frase... 👇🏼
Afinal, até os 6 meses de vida Heitor se desenvolveu como todo bebê neurotípico.
Com 4 meses reconhecia o seu nome e olhava atento quando era chamado.
Pra mim, esse era o sinal mais claro de autismo e ele não tinha.
Mas ele nunca dormiu direito. Passava horas acordado, mesmo bebezinho.
Teve muito refluxo, a ponto de ficarmos revezando para sempre ter alguém acordado vigiando ele.
Não chorava praticamente nunca. Pra nada. Achávamos que ele era só um neném muito "bonzinho".
Mamava o tanto que ficava satisfeito e soltava o peito. Nunca fez o peito de chupeta e não olhava pra minha irmã enquanto mamava.
Ou seja, o autismo deu sinais desde sempre, mas por falta de INFORMAÇÃO, não conseguimos detectar.
Até que depois dos 6 meses os sinais foram ficando mais evidentes e, aí sim, um alerta começou a apitar na minha cabeça.
De repente, ele não atendia mais ao ser chamado, parou de comer frutas e começou a rejeitar comida de sal. De um dia para o outro, não quis mais a chupeta, como se tivesse "desaprendido" como chupava.
Com 1 ano eu já tinha certeza. Com 1 ano e 5 meses ele ja tinha diagnóstico e já fazia terapia.
Poderia ter sido bem pior se eu não fosse curiosa e não tivesse buscado aprender sobre o autismo.
Mas isso acontece com muitas famílias. Uns não querem ver o que está na cara, outros realmente não tem informação e ficam esperando o "tempo da criança".
Pra evitar o atraso no desenvolvimento dessas crianças é que eu e você estamos aqui.
O seu papel como profissional de saúde é, também, informar, conscientizar, desmistificar e acolher. Sua rede social PRECISA ter esse tipo de conteúdo para que as famílias entendam que não estão sós.
O diagnóstico pode derrubar uma família, seu papel é levantar.
Quem chega no seu perfil, consegue sentir isso?
Se não, me chama no direct e vamos conversar.