08/07/2026
Contar histórias sempre foi o combustível de Hugo Rafael. Desde o início de sua caminhada em Campina Grande, na Paraíba, o jornalista e diretor criativo entendeu o audiovisual como uma ferramenta para defender a identidade regional e transformar realidades. Seu objetivo sempre foi democratizar a produção e mostrar a força da cultura nordestina.
Essa jornada ganhou forma em 2013, quando ele estudava Comunicação na UEPB. Incomodado com a mídia tradicional, que costumava mostrar as periferias apenas através de estereótipos, Hugo criou o projeto Cine Periferia em Ação. Ele levou oficinas gratuitas de roteiro, fotografia e vídeo para comunidades como o bairro do Cruzeiro. Com isso, os próprios jovens locais passaram a produzir e protagonizar seus filmes.
A iniciativa começou com o apoio do Fundo de Incentivo à Cultura (FIC Augusto dos Anjos) e ganhou destaque nacional em 2014, sendo selecionado pela Funarte no Edital de Fomento aos Artistas e Produtores Negros. Ver o cinema na rua dando voz a quem sempre foi invisível marcou definitivamente sua carreira.
O tempo passou e a tecnologia transformou o mercado. Hoje, à frente da LabJob, Hugo continua com o mesmo propósito de criar sem barreiras, mas utilizando uma nova aliada: a Inteligência Artificial Generativa. Através de ferramentas como Veo, Luma e Kling, ele produz cenas de cinema de forma independente. O que antes exigia orçamentos milionários e equipes gigantes, hoje ganha vida por meio da sensibilidade artística combinada a comandos de computador.
É assim que nascem projetos autorais como “Campina 2084”, “O Último Eco” e o primeiro filme paraibano feito com IA “Homens de Coiro”, que misturam suspense e ficção científica com uma forte ambientação nordestina. Além das produções, Hugo quer preparar outros profissionais para o mercado atual através do curso “IA para Jornalistas”, ensinando como a tecnologia pode otimizar a rotina sem perder a ética e a apuração humana.
A história de Hugo Rafael começou dividindo uma câmera na periferia e hoje segue na fronteira digital. As ferramentas mudaram, mas seu compromisso permanece o mesmo, inovar e contar histórias com orgulho e originalidade.