13/10/2015
Presidente da Aplefar, Edson Amaral viaja aos Estados Unidos.
Também o presidente do Sindicato Rural de Avaré e diretor da Faesp, Pedro Lucchesi, e mais uma comitiva de brasileiros conheceram propriedades rurais e participaram da maior feira do mundo no ramo leiteiro, a World Dairy Expo
Entre os dias 27 de setembro e 3 de outubro, o presidente da Associação dos Produtores de Leite de Fartura (Aplefar), Edson Amaral, participou de uma viagem aos Estados Unidos a convite do Sebrae, da Faesp e do Senar. Edson viajou junto ao presidente do Sindicato Rural de Avaré e diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Pedro Luchesi, mais 20 pequenos produtores do estado de São Paulo e uma equipe de técnicos ligados ao Senar-SP e Faesp.
Nos Estados Unidos, Edson e Pedro aterrissaram em Madison, no estado de Wisconsin, e conheceram a universidade local, indústrias de derivados do leite e propriedades familiares com alta produção diária de leite, além de participarem também de uma das maiores feiras do mundo no ramo, a World Dairy Expo.
Durante os dias em que estiveram em Madison, Edson e Pedro visitaram a Universidade de Wisconsin durante a manhã para participarem de palestras com professores, que falaram sobre o sistema de produção no estado, e para conhecerem também como funciona a parceria da instituição de ensino com indústrias, proporcionando a produção de queijo, sorvete e demais derivados do leite dentro da própria universidade.
Em paralelo com as visitas à faculdade, durante o período da tarde os brasileiros visitaram propriedades para conhecerem o sistema de manejo e criação de novilhas, a alimentação dos animais, preparo das silagens e balanceamento das rações desde o nascimento até a iniciação no retiro, com destaque para o sistema de trabalho familiar. “Visitamos uma propriedade familiar em que, de forma sucessiva, está em sua sexta geração no ramo do leite, passando de pai pra filho. A produção deles é de 60 mil litros por dia. O que nos marcou muito nesta propriedade foi a respeito dos dejetos do gado, eles fazem uma separação da parte sólida e líquida de forma que o sólido volta para a cama das vacas e a parte líquida vai para a lavoura, como adubo orgânico. O restante vai para biodigestores que produzem energia”, conta Edson Amaral.
A segunda propriedade familiar visitada está em funcionamento no ramo leiteiro desde 1906. São tirados 145 mil litros de leite por dia, com média de 60 litros diários por vaca. Uma das principais preocupações também nesta propriedade é quanto ao meio ambiente, o total de dejetos é todo usado na lavoura, sem danos aos rios.
A terceira e última propriedade foi a menor visitada por eles em solo americano, com um total de 400 vacas. Conta Edson que “é a mais próxima da nossa realidade”. O produtor da fazenda ensinou aos brasileiros muitas práticas que podem ser usadas aqui e que vão ajudar a melhorar a produção nos quesitos quantidade e qualidade. Foi falado muito em conforto do gado para aumentar a produção e essa experiência com certeza será transmitida aos produtores locais, de acordo com Edson.
Durante a World Dairy Expo, Edson e Pedro puderam ter contato com alto conhecimento no ramo, tecnologia de ponta e comércio num raio internacional. A feira, que acontece no Wisconsin desde 1967, contou com produtores, companhias e organizações de vários países e foi uma experiência e tanto para os brasileiros. O julgamento do gado Holandês vermelho e branco, Jersey e Pardo Suíço foi uma das atrações que mais chamaram a atenção de Edson.
Sobre a experiência internacional, Edson comenta que “lá também existe a crise do leite, tem ano que não fecha no azul. É muito grande o nosso potencial de aumentar a produção aqui no Brasil. Por morarmos num país tropical, nossa capacidade de produzir volumoso (forrageiras) é maior do que a deles, pois produzimos o ano todo e lá a produção é limitada devido às baixas temperaturas em boa parte do ano. O produtor deve investir na parte técnica e procurar ampliar seus conhecimentos”.
“Na parte técnica, que é a genética, Fartura tem crescido bastante devido ao apoio que vem sendo prestado, através de cursos de capacitação oferecidos para o produtor de inseminações artificiais, ministrados pelo Senar. Fartura está caminhando no rumo certo, investindo em volumoso de qualidade, que é a silagem do milho”, finalizou Edson Amaral.
Esta viagem fui uma iniciativa do sistema Faesp/Senar e Sebrae-SP. Foram contemplados 20 pequenos produtores rurais ligados à pecuária de leite de diversas regiões do estado. Além dos 20 produtores, do representante da presidência do Sistema Faesp/Senar-AR-SP, Pedro Lucchesi, e do presidente da Aplefar, Edson Amaral, foram também um técnico do Senar-SP, Theodoro Miranda Neto, um da Faesp, Dr. Claudio Silveira Brisolara, e um do Sebrae-SP, Thiago Alexandre Brandão Farias, e a assessoria de imprensa do Sebrae-SP, Grabrielle Nascimento Silva.