12/01/2025
Abro um livro. Mas não é qualquer livro.
É simplesmente toda a história e as obras de Van Gogh em um só lugar, uma viagem no tempo e na mente que mais me encantou dessa humanidade.
Alguém me chama dessa auto hipnose.
Paro de ler, estou plenamente atenta a esse ser que a vida me apresenta.
“Sempre que vejo alguém pegando esse livro, eu preciso me manifestar”, disse ele, complementando ainda “abrir um livro é acender um fósforo em meio à escuridão, é impossível que você seja ignorada”.
Uma conversa se desenrola, recebo orientações espirituais sem a pessoa saber que ela é um canal direto para uma pergunta que fiz… Ou será que sabe? Mas e isso importaria?
Eu ouço, entendo, aceito.
A bifurcação foi aberta, agora que sei, é uma escolha não ouvir. Mas eu pedi a ajuda, não pedi? Porque eu sinto medo de entrar na linha de realidade justamente daquilo que eu mais queria?
Vou embora, caminhando como Tales (aquele de Mileto), apreciando a lua e as coisas que estão acima que eu não compreendo, mas sinto.
Mais à frente uma placa vermelha “Pare”, quase não parei, afinal, todos os sinais estão verdes, eu resolvo olhar pro chão e respiro em uns segundos, me livro de um motociclista que avança sem importar-se com as regras de trânsito.
É um livramento atrás do outro.
É uma propulsão atrás da outra.
É “só” saber ouvir, parar, olhar e avançar.
Parece simples, mas nunca é.
E a vida segue, conversando comigo e constantemente com aqueles que se abrem para ouvi-la.
Viver é saber que o inevitável destino chega, independente de onde seja.