09/12/2025
Conheci as obras da Cássia com a minha tia
Além desta artista ímpar, ela me presenteou com outros célebres músicos brasileiros como Capital Inicial, Milton Nascimento, Adriana Calcanhoto, Zélia Duncan, Djavan e… a lista é enorme.
De todos eles, a Cássia Eller foi a que me conectei de primeira.
Era como fosse possível existir de verdade sem medo, ser amada e reconhecida pelo talento e por quem é…
Logo em uma época no qual o preconceito era forte. Cássia foi uma brasa, estouro, símbolo de ousadia.
Ela não queria muito além de tocar, compor e tomar o seu pileque. Mulher, lé***ca, artista, cantora, compositora… é muita potência.
Chicão, filho dela com o baixista Tavinho, parceiro de banda e amigo íntimo da Cássia carrega a herança do sorriso largo e das brincadeiras de personalidade única que sua mãe fazia no palco.
Seja levantando a blusa e mostrando os peitos em um evento nos anos 2000 ou criando um verdadeiro palco livre para os músicos da sua banda, no qual Cássia puxava as gracinhas e todo mundo entrava na “onda”.
Cássia Eller faz parte da minha história. Ouvir Cássia é navegar no passado e ao mesmo tempo me sentir tão representada no presente com as suas letras.
De vez em quando, surgem personalidades únicas que são insubstituíveis. Cássia Eller foi e é uma delas.
Eugênia, sua companheira e mãe de Chicão transformou os direitos de casais lgbt no país. Foi o primeiro caso de registro oficial de uma criança, filha de duas mães. Potente. Muito potente!
A Veja (sensacionalista como sempre) até tentou borrar a imagem e a trajetória da Cássia. O saldo foi uma indenização de R$2 milhões para Eugrênia, que não deixou passar essa lambança da mídia.
Cássia era amor. O infarto no miocárdio foi a última batida que o seu corpo sentiu.
O violão ficou no canto, sem som, gélido e com as cordas acoadas vibrando pra dentro.
O Brasil perdeu a “malandragem” da