01/04/2020
História de sucesso
Aos 18 anos, Márcia sentiu o chamado que mudaria o rumo de sua vida e a faria percorrer o Brasil e vários países para levar a Palavra e exercer a caridade.
Cuidou de doentes. Cozinhou para os necessitados. Levou luz aos descrentes. E no anseio de ajudar cada vez mais pessoas, esqueceu-se de sua própria saúde. Quando percebeu, o Diabetes já havia tomado uma de suas vistas e comprometido o funcionamento dos rins.
Não bastasse tudo isso, em 2016, durante o tratamento, sofreu um acidente hospitalar que fez seu mundo escurecer de vez, ao lhe tirar completamente a visão.
“Quando soube que ficaria cega, chorei uma tarde e um dia inteiros falando a Deus como permitiu isso, mas a verdade é que fui relapsa com o Diabetes e deixei a situação chegar a esse ponto”, relembra.
Os anos seguintes foram mais desafiadores do que ela poderia imaginar. Passou oito vezes pela UTI, sofreu uma queda que lhe quebrou o fêmur e tem convivido duas vezes por semana com a dura realidade da hemodiálise.
Definitivamente, não está sendo fácil. Mas tantos desafios não a impediram de seguir firme na missão a que se propôs durante toda a sua vida.
“Eu sigo missionária. Se vou ao consultório, oro pelos que estão ali. Na hemodiálise, quando há a oportunidade, trago uma palavra do Cristo. Minha alegria é entender que Jesus é a solução, sem precisar implantar religião em ninguém”, afirma.
“Deus tem o momento para cada pessoa, mas o meu não chegou. Porque ainda tenho muito a falar de Jesus.”
Dezembro de 2019, um novo começo
No final do ano passado, Márcia voltou a andar, mesmo com dificuldade.
Ela, que tinha seu próprio escritório de projetos em edificações antes de perder a visão, percebeu na Maravilhas da Terra a oportunidade de desenvolver a sua veia empreendedora, a convite da irmã Regina.
Passou, então, a comercializar os chás no hospital, na igreja e até nos grupos de Whatsapp, que operacionaliza com a ajuda da filha Ester.
“Nas primeiras vendas que fiz, já ganhei quase o mesmo que recebo da aposentadoria por invalidez”, conta ela, com seu entusiasmo habitual.